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No início de carreira, Genilson Araújo queria ser repórter fotográfico. Acabou no rádio, mas a câmera não foi descartada. Está sempre com ele nos voos de helicóptero que faz para cobrir o trânsito turbulento do Rio de Janeiro. Sua missão é destrinchar as vias de menor movimento para que o ouvinte possa chegar ao seu destino sem tantos atropelos. São quinze mil horas no ar em vinte anos de profissão. “Já perdi óculos, celular, dinheiro, jornais – objetos que saíram ‘voando’ em função do vento forte –, e fui até confundido com Papai Noel”, brinca na abertura de seu livro Memórias das nuvens – o Rio visto de cima. Como a paixão pela fotografia se manteve intacta, Genilson achou que poderia, para além de prestar serviço aos cariocas, registrar cenas de impacto que via do alto. Pôs-se a trabalhar, então. No primeiro capítulo do livro, com texto assinado por Carlos Heitor Cony, as nuvens mais parecem pinturas e, num jogo de esconde-revela, deixam entrever os cartões-postais da cidade, como o Cristo Redentor, despido, naquela altura, de sua grandeza tão característica. Como as praias, paradisíacas, são o destaque do Rio, Genilson clica Copacabana e Ipanema, mas não esquece a sinuosa Vermelha com o Pão de Açúcar a acompanhá-la. O mar parece calmo demais para os surfistas que aguardam boas ondas no Recreio dos Bandeirantes, ao mesmo tempo em que a água na lagoa da Tijuca se rebela contra a invasão de algas e forma um redemoinho, impressionantemente idêntico ao olho de um furacão.
Título: Memorias Das Nuvens: O Rio Visto De Cima
ISBN: 9788525049285
Idioma:
Encadernação: Capa dura
Formato: 21 x 27,5
Páginas: 127
Ano copyright: 2010
Coleção:
Ano de edição: 2010
Edição: 1ª
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