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Autor: Voltaire
Editora: Martin Claret
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Reconhecendo a necessidade de cultivar seu jardim como mais importante do que refletir sobre os males do universo, Cândido não desculpou os incontáveis problemas passados por ele e seus amigos, mas percebeu que é preciso agir para tornar a existência aceitável (...). Longe de ser uma incitação ao conformismo, o conto chama nossa atenção para o fato de que unicamente os homens, como sujeitos de sua própria história, são capazes de transformar o mundo.
Título: Candido ou o otimismo
ISBN: 9788544000304
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 11,7 x 18,3
Páginas: 140
Ano copyright: 2014
Coleção: A Obra-Prima De Cada Autor - Vol. 56
Ano de edição: 2014
Edição: 1ª
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François-Marie Arouet (1694-1778), que assumiu posteriormente o nome de Voltaire, nasceu e morreu em Paris. Um dos mais célebres escritores do século XVIII, escreveu tragédia, epopéia, história, crítica, romance e filosofia, tendo se tornado notável em todos esses gêneros, mas principalmente na filosofia. Descendente da pequena nobreza européia, desde cedo destacou-se como brilhante pensador, tendo freqüentado as melhores universidades do seu tempo. Com pouco mais de 20 anos, já havia sido preso e exilado por ordem do regente Felipe de Orleans a quem havia dedicado panfletos satíricos e críticos. No seu exílio inglês escreveu as célebres Cartas inglesas ou filosóficas. Por haver sempre atacado com energia a intolerância religiosa e defendido com calor todas as causas que lhe pareceram justas, levantou freqüentemente contra si a ira dos poderosos da época, as quais chegaram mesmo, por duas vezes, a levá-lo à Bastilha. Mas tanto pela justiça e oportunidade dos seus ataques, como pelo caráter fundamental das suas obras, exerceu em toda a França, durante mais de cinqüenta anos de incessante atividade, verdadeira soberania literária e social. As obras que compôs são inúmeras, alcançando algumas edições completas 95 volumes. Numa carreira que alternou sucesso e escândalo, escreveu, entre outros, Cartas filosóficas, Zadig, Ensaio sobre os costumes e o espírito das nações e Dicionário filosófico. Morreu aos 84 anos, após uma visita triunfal a Paris, de onde estivera exilado por tanto tempo. Seu derradeiro bilhete diz que “morria admirando os amigos, sem odiar os inimigos e detestando a superstição”.