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A poesia de Manoel de Barros, incensada e adorada por tantos, dá mais um passo na sua rara e única história. “Menino do mato”, seu mais recente livro, e “Poesia completa” chegam às livrarias em março pela LeYa. “Menino do mato”, o 20º livro de poesias do autor, que completou 93 anos em dezembro passado, e quebra um jejum de três anos sem publicar uma obra – seu último trabalho foi “Memórias inventadas III”, de 2007.“Menino do mato”, o novo livro do poeta, divide-se em duas partes: “Menino do mato” e “Caderno de Aprendiz”. São 96 páginas de lirismo e leveza nas quais o leitor reencontra a poesia única de Manoel de Barros. A segunda parte é composta em grande parte por versos curtos, mas tão intensos em imagens e significados quanto os poemas presentes na primeira metade.- O livro nos traz de volta o Menino - como explica Pascoal Soto, editor da LeYa - O Menino renasceu novamente, como sempre, como em cada um dos livros que compõem a obra deste “Fazedor de Amanhecer”. A “Oficina de desregular a Natureza” de Manoel de Barros continua em franca produção. Setenta e três anos depois da publicação de seu Poemas concebidos sem pecado, eis que suas ferramentas mágicas – 1 abridor de amanhecer, 1 prego de farfalha, 1 encolhedor de rios e 1 esticador de horizontes – continuam a operar maravilhas. A matéria de sua poesia continua a mesma. Os tontos, os passarinhos, o arrebol, Bernardo, as pedras, os gorjeios, o rio, o ermo, o silêncio, o avô, a solidão... – tudo e todos estão aqui neste Menino do mato. É como se já o conhecemos de muito, mas que Manoel e suas ferramentas mágicas revelassem o Menino pela primeira vez. Ele está certo quando diz: “Sempre acho que na ponta do meu lápis tem um nascimento.” “Menino do mato” é a primeiro livro de Manoel desde 2007, quando publicou “Memórias inventadas III” (A terceira infância), ilustrado por sua filha, Martha Barros. À época o autor chegou a afirmar que seria seu último livro. Apesar das dificuldades inerentes à idade, o poeta se mantém ativo - escreve sempre à mão, imprimindo à sua caligrafia quase o mesmo cuidado artesanal com que desenha seus versos.
Título: Menino Do Mato
ISBN: 9788562936159
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 96
Ano copyright: 2010
Coleção:
Ano de edição: 2010
Edição: 1ª
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Legenda:
País de produção:
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Autor: Manoel de Barros
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi estudar no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Filho de fazendeiros, aos 13 anos começou a esboçar seus primeiros poemas. O livro de estreia, Poemas concebidos sem pecado, foi publicado em 1937. No início da década de 50, Manoel de Barros voltou para o Pantanal de sua infância e assumiu definitivamente a fazenda que fora de seus pais, onde conciliou as atividades de fazendeiro e poeta. Levantava-se às cinco da manhã e ia para o escritório trabalhar por quatro horas diárias, escrevendo e lendo para "desenvolver o imaginário". Perfeccionista, Manoel de Barros não hesitava em reescrever dezenas de vezes um poema, até que ficasse satisfeito com o resultado. Era no Pantanal, no meio de um dos ecossistemas mais ricos do planeta e caminhando pelas ruas das pequenas cidades, que encontrava a inspiração para sua obra, na fala do povo, no vocabulário do homem pantaneiro. O resultado é uma linguagem própria que ele chamava de “idioleto manoelês archaico”. Recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Nacional de Poesias, em 1966, com Gramática expositiva do chão, o Prêmio Jabuti, em 1987, com O guardador de águas, o Prêmio Biblioteca Nacional em 1996, e o Prêmio Nestlé de Literatura em 1997, por Livro sobre o nada, e o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, em 1998, pelo conjunto da obra. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos. Manoel de Barros foi tema do documentário Só dez por cento é mentira, do diretor Pedro Cezar, exibido em 2010.