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Autor: Manoel de Barros
Editora: Alfaguara
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''Esta edição reúne as três últimas obras de Manoel de Barros, em que se destacam o tom memorialístico, a paisagem natural do interior mato-grossense e a experiência quase sensorial de leitura. A edição conta também com fotos e documentos do acervo pessoal do autor e prefácio de Alberto Pucheu.Publicados respectivamente em 2004, 2010 e 2011, os três últimos livros de Manoel de Barros são como uma síntese de sua poesia. O primeiro deles, Poemas rupestres, trata das formas iniciais da poesia, como os desenhos rupestres são para a arte, mostrando, de forma descomplicada e lírica, a primazia da palavra sobre o pensamento. O segundo é Menino do mato, conhecido por sintetizar o estilo e os temas preferidos de Manoel de forma primorosa. Nele estão sua íntima e instintiva relação com a infância e a busca por uma linguagem sem amarras e compromissos estéticos ou utilitários. Por fim, há Escritos em verbal de ave, que foi originalmente escrito como um poema independente e depois publicado em formato de livro. Nele, Manoel se despede de Bernardo da Mata, importante personagem de vários de seus poemas, e nos reconduz à essência de sua obra, tão pouco afeita a regras e convenções, mas extremamente original e inspiradora para leitores de todas as idades.''
Título: Poemas Rupestres, Menino Do Mato E Escritos Em Verbal De Ave
ISBN: 9788556522863
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15 x 23,2 x 1,1
Páginas: 128
Ano copyright: 2025
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Autor: Manoel de Barros
Manoel de Barros nasceu em Cuiabá, Mato Grosso, em dezembro de 1916, e passou a infância no Mato Grosso do Sul, primeiro numa fazenda próxima a Corumbá, depois num internato em Campo Grande. Aos doze anos, foi estudar no Rio de Janeiro — cidade onde viveu por mais de trinta anos, antes de voltar ao Mato Grosso do Sul. Filho de fazendeiros, aos 13 anos começou a esboçar seus primeiros poemas. O livro de estreia, Poemas concebidos sem pecado, foi publicado em 1937. No início da década de 50, Manoel de Barros voltou para o Pantanal de sua infância e assumiu definitivamente a fazenda que fora de seus pais, onde conciliou as atividades de fazendeiro e poeta. Levantava-se às cinco da manhã e ia para o escritório trabalhar por quatro horas diárias, escrevendo e lendo para "desenvolver o imaginário". Perfeccionista, Manoel de Barros não hesitava em reescrever dezenas de vezes um poema, até que ficasse satisfeito com o resultado. Era no Pantanal, no meio de um dos ecossistemas mais ricos do planeta e caminhando pelas ruas das pequenas cidades, que encontrava a inspiração para sua obra, na fala do povo, no vocabulário do homem pantaneiro. O resultado é uma linguagem própria que ele chamava de “idioleto manoelês archaico”. Recebeu diversos prêmios, entre eles: o Prêmio Nacional de Poesias, em 1966, com Gramática expositiva do chão, o Prêmio Jabuti, em 1987, com O guardador de águas, o Prêmio Biblioteca Nacional em 1996, e o Prêmio Nestlé de Literatura em 1997, por Livro sobre o nada, e o Prêmio Nacional de Literatura do Ministério da Cultura, em 1998, pelo conjunto da obra. Faleceu em novembro de 2014, aos 97 anos. Manoel de Barros foi tema do documentário Só dez por cento é mentira, do diretor Pedro Cezar, exibido em 2010.