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Autor: Padre Antonio Vieira
Editora: Ecclesiae
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"Comecemos de hoje em diante a viver como quereremos ter vivido na hora da morte. E para que esta resolução dure, e não seja como outras, tomemos cada dia uma hora, em que cuidemos bem naquela hora. De vinte e quatro horas que tem o dia, por que se não dará uma hora à triste alma? Esta é a melhor devoção, e mais útil penitência, e mais agradável a Deus, que podeis fazer nesta Quaresma. Tomar uma hora cada dia, em que só por só com Deus e conosco cuidemos na nossa morte, e na nossa vida. E porque espero da vossa piedade, e do vosso juízo, que aceitareis este bom conselho, quero acabar deixando-vos quatro pontos de consideração para os quatro quartos desta hora. Primeiro: Quanto tenho vivido? Segundo: Como vivi? Terceiro: Quanto posso viver? Quarto: Como é bem que viva? Memento homo!Com estas palavras, Padre Antônio Vieira nos exorta a viver mais frutuosamente a Quaresma por meio da reflexão diária sobre as realidades eternas. Como material para meditação durante esse tempo favorável e para ajudar na vivência da liturgia, esta seleção reúne os sermões do grande pregador referentes aos cinco domingos quaresmais, além de três sermões da Quarta-Feira de Cinzas e três da Primeira Sexta-Feira da Quaresma."
Título: Sermoes Quaresmais
ISBN: 9788584912421
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23 x 1,8
Páginas: 336
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2024
Edição: 1ª
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Autor: Padre Antonio Vieira
Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 — Salvador, 18/07/1697). Em 1616 sua família transferiu-se para Salvador (Bahia). Estudou no colégio jesuíta e entrou na Companhia de Jesus em 1623. D. João IV nomeou-o pregador régio em 1644 e de 1646 a 1650 ocupou-o em diversas embaixadas na França, Inglaterra, Holanda e Roma. De 1652 a 1661 foi Superior e Visitador das missões do Maranhão e Pará. Entre 1658 e 1660 redigiu o Regimento das Aldeias. O estatuto interno das missões portuguesas da Companhia de Jesus no Maranhão, Pará e Amazonas vigorou durante um século. Em seguida a uma revolta dos colonos, foi desterrado para o Porto em 1662 e denunciado à Inquisição por causa de seus escritos, sobretudo Esperanças de Portugal, quinto império do mundo. Para retirar a censura jurídica, apelou a Roma. Aí deslumbrou a corte pontifícia com sermões e discursos, e persistiu no combate contra o estilo da Inquisição portuguesa. Voltou para a Bahia em janeiro de 1681 e preparou suas obras para a publicação (Sermões e Chave dos profetas). Diplomata, reformador social, apóstolo e protetor dos índios, administrador, pregador e literato, com a palavra falada e escrita, sustentou ásperas batalhas a favor da pátria, da liberdade dos índios e dos cristãos novos. Vieira foi uma das maiores figuras do pensamento luso-brasileiro do século XVII. Pregava com a mesma facilidade, compreensão, elevação e beleza formal a escravos negros de um engenho de açúcar, a índios de catequese nas ribeiras do Amazonas, em momentos de crise nacional - despertando as consciências contra a invasão holandesa de Pernambuco e a castelhana de Alentejo - e sentia-se à vontade nos púlpitos da Bahia, do Maranhão, da capela real de Lisboa e da corte pontifícia de Roma.