A proclamaçao da vulgaridade ou quantos furos uma calcinha pode ter?

Autor: Mila Teixeira
Editora: Urutau

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Sinopse

Tira a calcinha do meio da bunda, termina de arrancar o esmalte, faz um sanduíche com o resto da geladeira e entra aqui. Que o último a chegar não é a mulher do padre. Aqui não tem padre. A proclamação da vulgaridade é uma fé bem cachorra, passando um esfregão no mundo, numa procissão de latidos. Eu leio assim — latindo.No meio da proclamação, vemos duas mãos. “que sorte: minhas cicatrizes preferidas ficam uma ao lado da outra”. Mão esquerda com a queimadura de cigarro que a avó fez na neta, mão direita com a mordida do cachorro impedido de perseguir uma pizza da dona. Seja lá qual das duas for a mão com que a poeta Mila Teixeira escreve, há um lembrete: perto do destino tem sempre uma bobagem. Um personagem. Uma cena. Um caderninho amarelo caído de uma bolsa, objeto que você não devolve porque quer bisbilhotar.A proclamação da vulgaridade não é, então, um discurso. Nada disso. A poesia de Mila é uma grande risada.

Dados

Título: A Proclamaçao Da Vulgaridade Ou Quantos Furos Uma Calcinha Pode Ter?

ISBN: 9786559000371

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 19,5

Páginas: 68

Ano de edição: 2021

Edição:

Participantes

Autor: Mila Teixeira