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Autor: Jean-Jacques Rousseau
Editora: Paz e Terra
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Os textos publicados no livro, extraídos de três obras seminais de Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), proporcionam uma amostra de suas idéias no campo da filosofia e da história, da ciência política e da educação. No 'Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens' (1755), Rousseau traça um retrato apocalíptico da tragédia his-tórica produzida pelo 'homo sapiens'. Já em 'O Contrato Social e Emílio ou a Educação' (1762), verifica-se a proposta, elaborada pelo escritor, de uma nova forma de vida individual e coletiva. O pensamento de Rousseau constitui referência obrigatória para os que pensam os nexos entre democracia política e igualdade social na perspectiva de uma renovação moral e intelectual do mundo contemporâneo.
Título: Textos Filosoficos
ISBN: 9788521904595
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 10,5 x 13,5
Páginas: 103
Ano copyright: 2002
Coleção: Leitura
Ano de edição: 2002
Edição: 1ª
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Autor: Jean-Jacques Rousseau
Organizador: Patricia Piozzi
Tradutor: Lucia Pereira de Souza
Jean-Jacques Rousseau nasceu em Genebra, Suíça, em 1712. Órfão de mãe, Rousseau foi abandonado pelo pai aos dez anos. Trabalhou como aprendiz de gravador até deixar a cidade natal, em 1728. Em Turim, converteu-se ao catolicismo e, como lacaio, seminarista, professor de música ou tutor, visitou muitas partes da Suíça e da França. Em 1732, estabeleceu-se durante oito anos em Chambéry (ou Les Charmettes), casa de campo de madame de Warens, recordada por Rousseau, nas Confissões, como um lugar idílico. Em 1741, foi para Paris, onde conheceu Diderot, que lhe encomendou os verbetes de música para a Enciclopédia. Os anos de 1750 testemunharam uma ruptura com Voltaire e Diderot, e seus escritos adquiriram um novo tom, de independência contestadora. Em seu Discurso sobre as ciências e as artes e no Discurso sobre a origem da desigualdade, mostrava como o desenvolvimento da civilização corrompia as virtudes naturais e aumentava a desigualdade entre os homens. Em 1758, atacou os ex-amigos, os enciclopedistas, na Carta a D’Alembert sobre os espetáculos, que ridicularizava a sociedade culta. Antes, em 1757, mudara-se para Montmorency, e os cinco anos que lá passou foram os mais férteis da sua vida. Seu notável romance A nova Heloísa (1761) teve um sucesso retumbante e imediato. Nele, e no Emílio, que veio a lume um ano depois, Rousseau invocava a inviolabilidade dos ideais pessoais contra os poderes do Estado e as pressões da sociedade. Sua filosofia política é coroada com Do contrato social, publicado em 1762. Nesse mesmo ano, escreveu um ataque à religião revelada, a Profissão de fé do vigário saboiano. Foi expulso da Suíça e fugiu para a Inglaterra, onde fez de Hume seu inimigo, e voltou a suas peregrinações continentais. Em 1770, completou suas Confissões. Passou seus últimos anos na França, onde morreu em 1778.