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Autor: Cintia Luando
Editora: Urutau
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A casa como corpo em correspondência. Dissolvendo os cristais na semeadura do amanhã. Como quem possa dizer do “abandono imenso / sobre o sorriso de um país que é só”, que “profundo é dentro / não pode ser raso”. Caco (Casa Corpo) é um mar de colapsos e amplitudes, um interior que é também exterior: “O corpo é. Copo. Que quebra. Quebrar-se é um desejo do corpo”. Luando faz do seu livro um diário de aporte lúrido e urbano para “habitar o mundo / respirar fundo / como se navega”. Entre noções pessoais e coletivas, apresenta Carta aos Navegantes e Carta aos Pais, tecendo sempre em tom confessional sua práxis nas artes: “há uma explosão dormindo” já que existimos e se “re-existo então (re-existe-se)”. Rememorando a verve de nomes como Alejandra Pizarnik e Ana Cristina César, Luando apresenta o contemporâneo em fissuras estruturais: “a cidade come, a cidade despe, a cidade bebe, mas não engole, ela cospe. e se goza com isso”, mesmo quando o amor se torna razão e solução: “trarei amorosa em meu peito, muito acesa a lua mais velha de todas Pethara”, pois “o meu amor é uma quebra-de-corpo”. A natureza ascende ao ser, que ultrapassa o ter, na geografia do íntimo: “fazer de mim um país sozinho / não altera nenhum mapa humano”. Há um labirinto de expressões: “toccare porus é bem mais do que cabe em pele”. Pois a casa é o corpo que também resulta indelével: “O corpo pode ser lavado. O corpo faz espuma. Alva. Limpa. O corpo seca. O corpo tem movimentos líquidos, é capaz de amar a água e submergir”.Mariana Basílio
Título: Ca(Sa) Co(Rpo)
ISBN: 9788571050242
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 19
Páginas: 60
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2018
Edição: 1ª
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Autor: Cintia Luando