Home › Livros › Literatura e Ficção › Biografias e Memórias
Autor: Gregorio Marañón | Giacomo Casanova
Editora: Sistema Solar
SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 110 dias úteis.
Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.
Poderá ser importado mediante checagem prévia de disponibilidade.
R$ 148,90
em até 3x sem juros
Quatro das suas aventuras amorosase menos associadas à «normalidade» casanoviana. Mas… o escritor? Tardio. Primeiro em italiano, com ficções e não-ficções só hoje lembradas por arrastamento, por se acrescentarem ao célebre autor da História da Minha Vida, muitas vezes intitulada apenas Memórias. Casanova começou a escrever este longuíssimo texto de mais de três mil páginas em 1790, mas nunca o publicou. A sua edição póstuma, setenta e três anos depois da sua morte, paralelamente à boa surpresa provocou uma negativa excitação. O seu impávido amoralismo, a insolência de algumas reflexões, a evidente e narcisista paixão por si próprio, irritavam. Houve depois disto uma pausa, um esquecimento. Em 1825, uma edição bem comportada entregou-o ao público amaciado; só em 1960 este Casanova foi conhecido integralmente, revisto a partir do manuscrito e corrigido em todos os pontos em que o seu francês resvalava. Hoje compreende-se que Casanova é um escritor raramente erótico e nunca pornográfico — «admirável», disse Robert Desnos, «pela sua faculdade de desejo, amor e aventura.»A selecção destes quatro textos, dita «tendenciosa», tenta apanhar Casanova em quatro das suas aventuras amorosas com fuga ao esquema mais comum da conquista amorosa, e que ele repetiu com subtis variações menos logradas na eficácia que em geral se associa à «normalidade» casanoviana. E aqui temos quatro exemplos do escritor que a resumir-se nas suas qualidades literárias, confessou: Tiranizado por uma pena indócil e áspera, escrevi tudo o que ela queria que eu escrevesse.[…]Gregorio Marañón nasceu em Madrid, em 1887. Estudou medicina. Reconhecido como uma das mais importantes personalidades da chamada Geração de 14, amigo de Miguel de Unamuno, humanista e liberal, foi médico de Afonso XIII e em 1926, por combater a ditadura de Primo de Rivera, condenado a um mês de prisão e a uma multa de cem mil pesetas. Em 1936, um dia antes das primeiras evidências de que a Espanha não ia escapar a uma guerra civil, veio para Lisboa; meses depois estava em Paris, e até 1942 viveu em países da América do Sul. […]Deixou uma obra literária extensa, que soma trinta e oito títulos sobre temas de medicina, dezoito sobre temas históricos e mais treze que não cabem em nenhuma daquelas categorias. Lembrou-se de Casanova em 1940, quando escreveu Don Juan. Ensayos sobre el origen de su leyenda.[Aníbal Fernandes]
Título: Quatro Histórias Da Minha Vida (Uma Selecção Tendenciosa) Seguidas De História Clínica E Autópsia Do Cavaleiro Casanova, Por Gregorio Marañón
ISBN: 9789895682560
Idioma: Inglês
Encadernação: Brochura
Formato:
Páginas:
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Giacomo Casanova — ou Giovanni Jacopo Casanova — nasceu em Veneza, Itália, em 1725, e morreu em Duchkov, Bohemia, em junho de 1798. Conseguiu reunir em torno de si uma legenda tão espantosa quanto variada como um dos maiores aventureiros de todos os tempos. Célebre conquistador que fascinava as mulheres, aventureiro destemido capaz de proezas como a célebre fuga das prisões de Veneza, Casanova deixou muitos textos esparsos e suas célebres Memórias, em seis volumes, considerada um importante documento sobre a vida social, os costumes e a política do século XVIII. Em O duelo, um episódio autobiográfico, prefácio de Piero Chiara - narrado em terceira pessoa -, tem como objetivo alimentar a vida e não o mito. Com o duelo retorna-se à contemporaneidade em um desejo de reconsiderar o parecer sobre ele e ainda valer-se dele para um hipotético futuro. Estejam talvez aí a força, a astúcia, a capacidade expressiva, e, se desejarmos, também a angustiante e insinuante hipocrisia de que suas páginas são repletas. Memórias é o fúnebre testamento para hipóteses vindouras. O duelo, um recado "de imagens" legado à vida.