Contos russos: os classicos

Organizador: Rubem Braga
Editora: Ediouro - RJ

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Sinopse

Organizada por Rubem Braga e com supervisão de Graciliano Ramos, esta antologia reúne alguns dos principais nomes da literatura russa em traduções assinadas pelos melhores escritores brasileiros. Percorrer estas páginas é se aventurar através de um curso sobre a tradição russa que oferece uma visão geral da sua evolução literária. A arte de contar é um dom do povo eslavo. O homem russo, ao mesmo tempo que se ex-pande muito e facilmente, é capaz do mais demorado mergulho em si mesmo. Rapida-mente passa da alegria para a angústia niilista, da aventura para o êxtase vago. Parece viver mais intensamente quando conversa e se comunica: quando conta... E há qualquer coisa de brasileiro nessa in-capacidade de guardar-se, nessa vontade de fazer confissões. Aparentemente sem construção ou caráter formal, o conto russo é, a princípio, nada mais que uma justaposição de pequenos fatos e notações tal como numa tela impressionista. Quando menos es-pera, surpreende-se em meio a um ambiente densamente criado e a personagens saturadas dessa atmosfera. A revelação do mundo é dada pelas imagens, pela contemplação, e pela experiência vivida; nunca por conceitos.

Dados

Título: Contos Russos: Os Classicos

ISBN: 9788500015939

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 15 x 23

Páginas: 521

Ano de edição: 2004

Edição:

Participantes

Organizador: Rubem Braga

Autor

RUBEM BRAGA

Rubem Braga nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, ES, em 1913. Ainda estudante, iniciou-se no jornalismo fazendo uma crônica diária no jornal Diário da Tarde. Como repórter, trabalhou na cobertura da Revolução Constitucionalista de 1932 para os Diários Associados. Mesmo depois de formado em Direito, continuou com o jornalismo, escrevendo crônicas para O Jornal. Mudou-se para Recife, PE, e passou a escrever para o Diário de Pernambuco. Fundou, no Rio, o jornal Folha do Povo, tomando partido da ANL (Aliança Nacional Libertadora). Em 1936, lançou seu primeiro livro de crônicas, O Conde e o Passarinho. Em 1938, fundou, junto com Samuel Wainer e Azevedo Amaral, a revista Diretrizes. Foi correspondente de guerra na Europa durante a Segunda Guerra Mundial pelo Diário Carioca, tendo tomado parte da campanha da FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Itália, em 1945. No período de 1961 a 1963, foi embaixador do Brasil no Marrocos. Em 1960, publicou Ai de Ti Copacabana, seguindo-se A Traição das Elegantes (1967), Recado de Primavera (1984) e As Boas Coisas da Vida (1988), entre outros livros. Escreveu crônicas para os jornais Folha da Tarde, Folha da Manhã e Folha de São Paulo entre 1946 e 1961, e colaborou, nos anos 1980, com o caderno cultural Folhetim, da Folha de São Paulo. Morreu no Rio de Janeiro, em 1990, deixando mais de 15 mil crônicas escritas em mais de 62 anos de jornalismo. Suas crônicas estão publicadas em diversos livros de coletâneas, entre eles, Crônicas do Espírito Santo, Coisas Simples do Cotidiano, Crônicas da Guerra na Itália e O Lavrador de Ipanema: Crônicas de Amor à Natureza.