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"Homo aestheticus - L'invention du goût à l'âge démocratique de Luc Ferry, cuja tradução portuguesa é agora publicada, constitui justamente um guia fundamental para percorrer o itinerário filosófico das relações entre filosofia da arte e estética e, sobretudo, da autonomia da estética.[...] o trabalho de Luc Ferry, desenrolando-se, desde sempre, no campo político-social, está conduzido por um objectivo filosófico preciso, que constitui, aliás, um importante sinal da sua inserção histórico-filosófica; mostrar os limites das correntes de extracção anti-humanista através de uma arqueologia da individualidade susceptível de volver-se em afirmação do indivíduo como categoria central do pensamento moderno tanto quanto do mundo moderno. Ora, foi aí, como eixo medular do pensamento político moderno, que Ferry encontrou a categoria de gosto. [...] Indissociável de um pensamento que conceptualize o conhecimento sensível imanente a cada obra, a arte é, profundamente, uma ocorrência social e política não no sentido em que mobiliza temas ou interesses sociais e políticos mas porque as mutações históricas ou conceptuais relativas ao que seja arte são, por excelência, o lugar onde a imagem de si social e política de uma sociedade é legível na sua maior depuração. E a noção de gosto, antes de referir-se ao universo artístico, designou um contorno particular da sociabilidade." In Nota de Apresentação de António Pedro Pita
Título: Homo aestheticus: a invençao do gosto na era democratica
ISBN: 9789724019512
Idioma: Português (PT)
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 351
Ano copyright: 1990
Coleção: Stvdivm
Ano de edição: 2003
Edição: 1ª
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Nascido em Paris em 1951, Luc Ferry é filósofo e um dos principais defensores do Humanismo Secular — visão de mundo que se contrapõe à religião, por conta de seu compromisso com o uso da razão crítica em lugar da fé, na busca de respostas para as questões humanas mais importantes. Foi ministro da Educação na França de 2002 a 2004. Com Aprender a Viver, venceu o prêmio Aujourd'hui 2006, um dos mais conceituados de não-ficção contemporânea da França. Enquanto ministro, foi dele a proibição de uso de trajes religiosos (por exemplo, véus sobre a cabeça e rosto de mulheres islâmicas) em escolas públicas da França.