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Galeano, passado quase trinta anos da publicação desta obra, continua nos atormentando com suas críticas e narrativas contundentes. Desde as primeiras páginas, As Veias Abertas..., são uma série de golpes aplicados diretamente em nosso orgulho latino americano (que infelizmente não é tão forte assim). Para Galeano o termo "americanos" (em 1976 e ainda hoje) se refere aos EUA, nós "no máximo habitamos uma sub-américa, de nebulosa identificação". Após este início bombástico (onde "alguns países se especializaram em ganhar, outros (nós) em perder"), o livro percorre a história da conquista dos povos pré-colombianos e seu ulterior massacre. As narrativas sobre Potosí e Vila Rica assombram e revoltam A Guerra do Paraguai ganha uma nova versão, onde o imperialismo inglês usou a "heróica" Tríplice Aliança para concretizar seus fins econômicos e de dominação. O golpe de 1964, no Brasil, tinha com principal fim entregar nosso país ao imperialismo ianque. Entre outras análises destruidoras, há um verdadeiro relatório das diversas (e intermináveis) interferências dos EUA na América Latina, seja na República Dominicana ou no Brasil, na Argentina ou no Panamá. Por fim, parece que se acorda de um verdadeiro pesadelo, para se perceber que ele continua a existir. Galeano, como Octavio Ianni e Taiguara, e continuando a obra de Bolívar e Guevara, clama por uma união latina americana; começando por uma conscientização de "povo latino americano" e terminando com nosso real e verdadeira independência. Leitura obrigatória para qualquer Historiador ou interessado na América Latina.
Título: As veias abertas da america latina
ISBN: 9788577530182
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 365
Ano copyright: 1976
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 46ª
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Eduardo Galeano (1940-2015) nasceu em Montevidéu, no Uruguai. Viveu exilado na Argentina e na Catalunha, na Espanha, desde 1973. No início de 1985, com o fim da ditadura, voltou a Montevidéu. Galeano comete, sem remorsos, a violação de fronteiras que separam os gêneros literários. Ao longo de uma obra na qual confluem narração e ensaio, poesia e crônica, seus livros recolhem as vozes da alma e da rua e oferecem uma síntese da realidade e sua memória. Recebeu o prêmio José María Arguedas, outorgado pela Casa de las Américas de Cuba, a medalha mexicana do Bicentenário da Independência, o American Book Award da Universidade de Washington, os prêmios italianos Mare Nostrum, Pellegrino Artusi e Grinzane Cavour, o prêmio Dagerman da Suécia, a medalha de ouro do Círculo de Bellas Artes de Madri e o Vázquez Montalbán do Fútbol Club Barcelona. Foi eleito o primeiro Cidadão Ilustre dos países do Mercosul e foi o primeiro escritor agraciado com o prêmio Aloa, criado por editores dinamarqueses, e também o primeiro a receber o Cultural Freedom Prize, outorgado pela Lannan Foundation dos Estados Unidos. Seus livros foram traduzidos para muitas línguas.