Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Estrangeira
Com suas frases lapidadas exaustivamente, suas palavras precisas, o romance Bouvard e Pécuchet, do francês Gustave Flaubert, atravessou o tempo sem perder seu impacto e sua força expressiva. Publicado originalmente em 1881, permanece sendo “literalmente uma obra de vanguarda”, como dizia Roland Barthes.A nova tradução, publicada agora pela Editora Estação Liberdade, mantendo-se fiel às edições críticas francesas, traz notas explicativas e os roteiros manuscritos que o escritor deixou para o final da primeira parte do romance, bem como para a segunda parte, como o famoso “Dicionário das idéias feitas”. Conta também com um ensaio de Guy de Maupassant, escrito por ocasião do lançamento da obra, e com uma apresentação, assinada pela especialista Stéphanie Dord-Crouslé, sobre a construção do livro e sua revolucionária estrutura narrativa.Nesse romance, Flaubert coloca em cena dois personagens crédulos, os escreventes Bouvard e Pécuchet, que, caminhando na rua, na hora do almoço, sentam num mesmo banco de praça e acabam se tornando grandes amigos. O sonho desses dois “homenzinhos”, como o escritor a eles se referia, era conseguir largar o trabalho insano de copistas para se dedicarem aos estudos, aos altos conhecimentos, científicos ou não, do mundo.Um dia, um deles recebe uma bela herança, suficiente para passar o resto da vida sem trabalhar em escritório. Combinam, então, trocar a vida parisiense pela vida no campo, onde poderiam se dedicar aos estudos e às experiências, procurando pôr em prática, nesse laboratório da natureza, tudo que aprenderiam nas grandes obras de referência.
Título: Bouvard e pecuchet
ISBN: 9788574481302
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 395
Ano copyright: 1999
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 2ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Gustave Flaubert nasceu em Rouen, em 12 de dezembro de 1821. Filho de médico, seguiria a mesma profissão de seu pai se não tivesse descoberto antes sua verdadeira aptidão: a literatura. Abandonou os estudos científicos e passou a se dedicar a seus escritos.Entre 1849 e 1851, empreendeu uma longa viagem por vários países, como Egito, Palestina, Síria, Grécia e outros, com seu amigo, o escritor Maxime Du Champ. Após seu retorno, retomou seus trabalhos literários e publicou o romance Madame Bovary (1857), que logo se tornou um acontecimento literário e lhe rendeu um processo por ir contra os valores morais; o escritor, porém, não chegou a ser condenado.Alguns anos depois, ele escreveu o que seria seu último romance publicado em vida, Educação sentimental (1869), que conquistou o coração dos leitores e da crítica.