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Autor: Rubem Alves
Editora: Planeta do Brasil
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Escrever e ler são rituais mágicos. Num primeiro momento, aquele que escreve transforma a sua carne e o seu sangue em palavras. No momento seguinte, aqueleque lê transforma as palavras lidas na sua própria carne e no seu próprio sangue. A isso se dá o nome de antropofagia. O escritor se oferece para ser comido. O leitor lerá o texto se o seu gosto for bom. Se o gosto do texto for bom, ele então o comerá até o fim. Escrever e ler, assim, são um ritual eucarístico: comer carne e beber sangue. O sangue do escritor então irá circular no corpo daquele que o leu. Os rituais antropofágicos não se faziam por razões gastronômicas.O que se desejava era que as virtudes da vítima fossem transferidas para o corpo daquele que comia. Esses textos são pedaços de mim. Li muitos textos sagrados.Comi aqueles que me deram prazer. Os outros, meu sangue os rejeitou.Agora eu os ofereço como partes de mim mesmo. Se eles lhe derem prazer, você ficará parecido comigo. E experimentaremos aquilo a que se dá o nome de comunhão...
Título: Perguntaram-Me Se Acredito Em Deus
ISBN: 9788542202083
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15,7 x 22,7
Páginas: 176
Ano copyright: 2015
Coleção:
Ano de edição: 2013
Edição: 1ª
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Autor: Rubem Alves
Rubem Alves (1933-2014), estudou Teologia e foi pastor até 1963. Tornou-se mestre em Teologia pelo Union Theological Seminary (Nova York, EUA) e doutorou-se em Filosofia pelo Princeton Theological Seminary. Foi professor por muitos anos e, no início dos anos 80, tornou-se psicanalista pela Sociedade Paulista de Psicanálise. Possui mais de 50 obras publicadas em diversos idiomas. Autor de crônicas, de livros sobre educação e infantis, ele guia seus leitores pelas paisagens da beleza e considera seus companheiros de viagem filósofos como Bachelard e Nietzsche, poetas como Fernando Pessoa, Adélia Prado e Cecília Meireles. Mineiro, é fácil perceber sua veia de contador de estórias. Mas nota-se também sua vasta cultura, como ele mescla conhecimento com sabedoria e traduz isso numa escrita simples, de frases curtas. O certo é que suas obras nos ajudam a refletir sobre o que realmente importa na vida, a voltar os olhos para o que há de mais humano, para o essencial. É autor, entre outros, de Protestantismo e Repressão, Filhos do Amanhã, Variações sobre a vida e a morte e Ostra feliz não faz pérola, que conquistou o 2º lugar na categoria contos e crônicas no Jabuti 2009.