Balmaceda

Autor: Joaquim Nabuco
Editora: Academia Brasileira de Letras

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Sinopse

O quarto volume da Prosa do Observatório, coleção dirigida por Davi Arrigucci Jr., traz, pela primeira vez, o formato do ensaio e um autor nacional - Joaquim Nabuco (1849-1910). Um dos grandes intelectuais da história do país, e nome fundamental na reflexão sobre as características do povo brasileiro, Nabuco volta sua atenção, nesse volume, para uma encruzilhada histórica.A partir da leitura do livro Balmaceda, su gobierno y la revolución de 1891, de Julio Bañados Espinosa, discorre sobre o andato do presidente chileno José Manuel Balmaceda, que se suicidou após a derrota na sangrenta guerra civil de 1891. Em uma série de artigos publicados no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, Nabuco concluiu que o drama chileno estava cheio de lições para o Brasil. Sua crítica à figura de Balmaceda joga luz sobre um passado de pouco mais de um século e sobre o presente imediato, com grande sentido para toda a América Latina. O premiado ensaísta e romancista chileno Jorge Edwards, no prefácio escrito especialmente para a edição, traça um paralelo entre os dilemas políticos do Chile de Balmaceda e o de Salvador Allende (ambos foram eleitos e depostos pelo voto popular; ambos se suicidaram). O posfácio de José Almino, organizador da edição, contextualiza e situa o livro no conjunto da obra de Joaquim Nabuco. Complementam a edição iconografia selecionada e índice onomástico.

Dados

Título: Balmaceda

ISBN: 9788575036907

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 13 x 19

Páginas: 266

Ano copyright: 2008

Coleção: Prosa Do Observatorio - Vol. 4

Ano de edição: 2008

Edição:

Participantes

Autor: Joaquim Nabuco

Autor

JOAQUIM NABUCO

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo nasceu em 1849 em Recife, filho de José Tomás Nabuco de Araújo e Ana Benigna de Sá Barreto. Passou a infância no engenho Massangana, de propriedade de seus padrinhos, onde travou contato íntimo com a sociabilidade da escravidão nordestina, ligada à produção do açúcar. Ainda em criança mudou-se para o Rio de Janeiro, onde os pais passaram a residir e onde ele fez seus primeiros estudos. Em 1866, em São Paulo, ingressou na Faculdade de Direito, e dois anos depois voltou ao Recife, onde se graduou. São desta época seus primeiros textos sobre a escravidão e suas atuações iniciais como advogado. Teve a coragem de defender, então, o escravo Tomás, acusado de assassinato. Em 1870, voltou ao Rio de Janeiro, onde iniciou carreira no jornalismo e trabalhou como advogado no escritório do pai. Logo, porém, abandonou a advocacia, para viajar à Europa e aos Estados Unidos. Em 1878, eleito deputado por Pernambuco, deu início à campanha pelo Abolicionismo. Derrotado na eleição seguinte, voltou à Europa. Em Londres, escreveu O abolicionismo, publicado em 1883, e colaborou com artigos em jornais brasileiros. Retornou ao Brasil no ano seguinte e retomou a campanha abolicionista, com textos publicados na imprensa, como "O erro do Imperador" e "O eclipse do abolicionismo". Em 1888, estava ao lado da princesa Isabel quando da assinatura da Lei Áurea. Ainda se reelegeu deputado, mas a Proclamação da República o afastou da política por cerca de dez anos. Manteve-se monarquista convicto até se reaproximar da vida pública republicana, como diplomata, na virada do século. Na Inglaterra, para onde voltou em 1892, escreveu Balmaceda (1895), sobre a guerra civil do Chile, e Um estadista do Império (1896), sobre seu pai, o senador Nabuco de Araújo, livro que é considerado sua obra máxima. Ao lado do amigo Machado de Assis, estava entre os fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896 e 1897. Em 1899, defendeu o Brasil na disputa com a Inglaterra pelos limites da Guiana Inglesa. No ano seguinte, publicou Minha formação e deu seguimento à carreira diplomática, servindo em Londres. Foi o primeiro embaixador brasileiro em Whashington, Estados Unidos, onde veio a falecer em 1910.