O sumiço

Autor: Georges Perec
Editora: Autêntica

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Sinopse

Este romance do francês Georges Perec é todo escrito sem a letra “e”, a mais frequente da língua francesa. A inovação da obra não está, porém, apenas na falta da vogal, mas principalmente em fazer do desaparecimento da letra o próprio tema do livro e a lei maior à qual se deve toda a história. O autor cria um mundo de letras, povoado por seres de letras, cujo destino depende também das letras, e, principalmente, do sumiço de uma delas. Esta mirabolante história de investigação policial, cheia de mistério, bom-humor, romances e reviravoltas, vai além de um enredo intrigante, voltando-se para o ato da escrita e os jogos de linguagem que apontam para a própria língua, o francês – mutilado, porém. Para publicar uma versão em português, exigiu-se do tradutor uma constante tarefa de recriação desses jogos numa outra língua, também amputada de uma vogal que muitos julgariam imprescindível. O criativo trabalho realizado por José Roberto Andrade Féres, ou Zéfere – como prefere ser chamado –, nesta obra foi precedido do estudo de diversos artigos, dissertações e teses de estudiosos de Perec, assim como de tradutores da obra em outras línguas. A leitura do O sumiço levará o leitor a querer jogar com Perec, desvendar suas pistas e encaixar as peças dos seus inúmeros quebra-cabeças. Enfim, um livro que é um verdadeiro (e divertido!) desafio para quem escreve, quem traduz e, claro, para quem lê.

Dados

Título: O sumiço

ISBN: 9788582177617

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 16 x 23

Páginas: 256

Ano copyright: 2015

Ano de edição: 2015

Edição:

Participantes

Autor: Georges Perec

Tradutor: Zefere

Autor

GEORGES PEREC

Georges Perec (Paris, 1936 – Ivry sur Seine, 1982) é tido, hoje, como uma das figuras preeminentes da literatura da segunda metade do século XX. Publicou sua primeira novela, As Coisas, em 1965, a qual lhe grangeou rapidamente um grande êxito, tendo sido galardoada com o prêmio Renaudot. Dois anos depois, Perec filiou-se ao OuLiPo, a Oficina de Literatura Potencial, que fora criada em 1961 por Raymond Queneau e pelo matemático Le Lionnais. Em 1978, publicou Vida, modo de usar, cujo êxito o consagrou como autor e lhe permitiu abandonar seu emprego de arquivista para se dedicar inteiramente à literatura.