Formas do nada

Autor: Paulo Henriques Britto
Editora: Companhia das Letras

SOB ENCOMENDA Prazo de postagem em até 15 dias úteis.
Não consta quantidade deste produto em nossos estoques.
Para obtê-lo, este terá que ser adquirido junto a nossos fornecedores mediante checagem prévia de disponibilidade.

R$ 62,90

em até 3x sem juros

Adicionar
à sacola


Entrega

Entrega = postagem + transporte, pesquise para seu CEP:

Sinopse

Desde o título, Formas do nada não deixa dúvida sobre o jeito de Paulo Henriques Britto praticar a poesia. O som aberto e incisivo dos “as” e a batida firme e séria do ritmo anunciam a pegada combativa de quem não está para contemplações ou devaneios. Sofisticado em seu uso da rima e da métrica, o poeta faz exercícios para melhor estourar a forma clássica: “A realidade é um calhamaço insuportável?/ Tragamme então resumos./ A vida que se leva é um filme inassistível?/ Vejamos só os anúncios.// São os limites do corpo intrusões malignas/ de um demiurgo escroto?/ O corpo não é preciso, e o espírito é impreciso:/ eu não é um nem outro”. A inteligência busca o sentido das coisas e quase teme não encontrar nenhum. “Quase” porque o temor se transforma em força e desafio diante do ilimitado: o poeta, que se vê frágil e irredutível, trata de organizar o mundo com sua voz, com a qual captura o que talvez viva na sensação de vazio e sem sentido. A poesia de Paulo Henriques Britto, permeada pelo humor irônico de quem quase não se permite ter esperança, opera uma prestidigitação impecável e engana o leitor: diz produzir “sofríveis simulacros de sentido”, mas na verdade produz vida palpável e sonora.

Dados

Título: Formas Do Nada

ISBN: 9788535920536

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 14 x 21

Páginas: 80

Ano copyright: 2012

Ano de edição: 2012

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Paulo Henriques Britto

Autor

PAULO HENRIQUES BRITTO

Paulo Henriques Britto nasceu no Rio de Janeiro em 1951. É tradutor literário e professor de tradução, literatura e criação literária da PUC-Rio. Publicou os livros de poesia Tarde (2007) e Paraísos artificiais (2004), e traduziu O som e a fúria de William Faulkner (2004).