Arthur bispo do rosario

Autor: Vários (ver informações no detalhe)
Editora: REPTIL

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Sinopse

Seis anos depois da primeira publicação, o livro Arthur Bispo do Rosário – Séc. XX, organizado por Wilson Lázaro, curador do Museu Bispo do Rosário, ganha edição revista e ampliada da Réptil Editora. Arthur Bispo do Rosário viveu 50 anos em uma instituição psiquiátrica carioca, onde produziu suas obras a partir de objetos recolhidos dos restos da sociedade de consumo. Faleceu em 1989 sem nunca ter exposto seu trabalho. Em 1995, sua obra foi apresentada na 46ª Bienal de Veneza, o primeiro importante evento que o levaria ao reconhecimento internacional. Hoje, Bispo figura na galeria dos mais importantes artistas contemporâneos do país e possui 804 obras catalogadas. Ex-marinheiro e boxeador, o tema esportivo esteve presente na produção de Bispo em forma de barcos à vela, tacos de golfe, raquetes de tênis, argolas de ginástica olímpica, entre outros. Segundo Wilson Lázaro, o livro revela um artista consistente e coerente. “Espera-se que o valor de sua obra se sobreponha a pecha de louco que sempre o acompanhou”, diz ele. E completa: “Ele foi um louco que deu certo”. Nas palavras de Luiz Peres Oramas, “Artur Bispo do Rosário, em sua dolência e em sua saníssima intuição, não parou de revelar-nos o que podemos ser: nossa exterioridade ainda inalcançada. Bispo viveu em seu confinamento, em seu mundo interior e através dele pode ter a certeza de uma vida mais afiada e justa, transformada em coisas, em objetos, em brilhantes costuras”.

Dados

Título: Arthur Bispo Do Rosario

ISBN: 9788599625354

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 23 x 30

Páginas: 304

Ano copyright: 2012

Ano de edição: 2012

Edição:

Autor

EMANOEL ARAUJO

Emanoel Araujo, artista plástico baiano, nasceu numa tradicional família de ourives, aprendeu marcenaria, linotipia e estudou composição gráfica na Imprensa Oficial de Santo Amaro da Purificação. Em 1959 realizou sua primeira exposição individual ainda em sua terra natal. Mudou-se para Salvador na década de 1960 e ingressou na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA), onde estudou gravura. Foi premiado com medalha de ouro na 3ª Bienal Gráfica de Florença, Itália, em 1972. No ano seguinte recebeu o prêmio provindo da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor gravador, e, em 1983, o de melhor escultor. Foi diretor do Museu de Arte da Bahia (1981-1983). Lecionou artes gráficas e escultura no Arts College, na The City University of New York (1988). Expôs em várias galerias e mostras nacionais e internacionais, somando cerca de 50 exposições individuais e mais de 150 coletivas. Foi diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo (1992-2002) e fundador do Museu Afro Brasil (2004), onde é Diretor Curador. Em 2005, exerceu o cargo de Secretário Municipal de Cultura. Em 2007 foi homenageado pelo Instituto Tomie Ohtake com a exposição Autobiografia do Gesto, que reuniu obras de 45 anos de carreira.