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Autor: Padre Antonio Vieira | Antonio Vieira
Editora: Edições Loyola
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Neste volume, apenas três sermões são datados - o Sermão XII, em 1639, na Sé da Bahia, depois de a Armada Real ser derrotada; o Sermão XIV, em 1633, na Bahia, à Irmandade dos Pretos de um Engenho, em dia de São João Evangelista; e o Sermão de Nossa Senhora do Rosário (único denominado e não numerado), em 1654, com o Santíssimo Sacramento exposto, no sábado da Infra Octavam Corporis Christi, e na hora em que, todas as tardes, se reza o Rosário na Igreja Colégio da Companhia de Jesus do Maranhão, e nos sábados se conta um exemplo da mesma devoção. E cinco sermões referem-se explicitamente ao Santíssimo Sacramento exposto - Sermões I, III, VIII, XI e o de Nossa Senhora do Rosário.
Título: Sermoes - Vol. V
ISBN: 9788515036721
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 16 x 23
Páginas: 328
Ano copyright: 2012
Coleção: Escritos Do Pe. Vieira - Vol. 5
Ano de edição: 2012
Edição: 1ª
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Autor: Padre Antonio Vieira | Antonio Vieira
Antônio Vieira (Lisboa, 06/02/1608 — Salvador, 18/07/1697). Em 1616 sua família transferiu-se para Salvador (Bahia). Estudou no colégio jesuíta e entrou na Companhia de Jesus em 1623. D. João IV nomeou-o pregador régio em 1644 e de 1646 a 1650 ocupou-o em diversas embaixadas na França, Inglaterra, Holanda e Roma. De 1652 a 1661 foi Superior e Visitador das missões do Maranhão e Pará. Entre 1658 e 1660 redigiu o Regimento das Aldeias. O estatuto interno das missões portuguesas da Companhia de Jesus no Maranhão, Pará e Amazonas vigorou durante um século. Em seguida a uma revolta dos colonos, foi desterrado para o Porto em 1662 e denunciado à Inquisição por causa de seus escritos, sobretudo Esperanças de Portugal, quinto império do mundo. Para retirar a censura jurídica, apelou a Roma. Aí deslumbrou a corte pontifícia com sermões e discursos, e persistiu no combate contra o estilo da Inquisição portuguesa. Voltou para a Bahia em janeiro de 1681 e preparou suas obras para a publicação (Sermões e Chave dos profetas). Diplomata, reformador social, apóstolo e protetor dos índios, administrador, pregador e literato, com a palavra falada e escrita, sustentou ásperas batalhas a favor da pátria, da liberdade dos índios e dos cristãos novos. Vieira foi uma das maiores figuras do pensamento luso-brasileiro do século XVII. Pregava com a mesma facilidade, compreensão, elevação e beleza formal a escravos negros de um engenho de açúcar, a índios de catequese nas ribeiras do Amazonas, em momentos de crise nacional - despertando as consciências contra a invasão holandesa de Pernambuco e a castelhana de Alentejo - e sentia-se à vontade nos púlpitos da Bahia, do Maranhão, da capela real de Lisboa e da corte pontifícia de Roma.