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Autor: Graciliano Ramos
Editora: Vitrola
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Neste retrato árido e melancólico do sertão nordestino, uma família luta para sobreviver em meio à implacável seca.Fabiano, Sinha Vitória, seus dois filhos e a cachorra Baleia são marcados pelo destino cruel que parece condená-los à eterna errância em busca de um pedaço de terra fértil e de um vislumbre de esperança. Graciliano Ramos tece sua prosa poética e genial delineando a paisagem desoladora e as almas sedentas que a habitam, revelando a luta diária pela dignidade em um cenário onde a aridez da terra espelha a dureza das vidas que ali se desenrolam.Mergulhe neste clássico da literatura brasileira em uma nova edição com ilustrações profundas e encantadoras inspiradas no estilo cordel.
Título: Vidas Secas
ISBN: 9786560300101
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 1
Páginas: 168
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2024
Edição: 1ª
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Autor: Graciliano Ramos
Graciliano Ramos de Oliveira nasceu em 1892, na cidade de Quebrangulo, em Alagoas. Foi criado no sertão de Pernambuco e, aos 7 anos, morando em Viçosa, passa a estudar no Internato Alagoano, onde publica sua primeira obra, o conto Pequeno Pedinte. Em 1905, morando em Maceió, dedica-se ao estudo do inglês, do francês, e do italiano. Aos 17 anos, sob o pseudônimo Almeida Cunha, publica o soneto Céptico. Aos 18 anos se muda para Palmeira dos Índios, onde ajuda o pai em sua pequena loja de tecidos. Entre l914 e 1915, então no Rio de Janeiro, trabalha como revisor nos jornais Correio da Manhã, A Tarde e O Século, sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). De volta a Palmeira dos Índios, assumiu a prefeitura em 1928, experiência que lhe ofereceu material para o primeiro romance, Caetés, publicado em 1933. Em 1930 renuncia ao cargo, sendo em seguida nomeado diretor da Imprensa Oficial do Estado, de onde se demite em dezembro de 1931 por motivos políticos. No ano seguinte começa a colocar no papel, seu segundo romance, São Bernardo. Em 1933 foi nomeado diretor de Instrução Pública de Alagoas - cargo correspondente ao de secretário de Estado da Educação -, permanecendo até 1936. Por conta do que, na época, foi chamado "ideias extremistas", foi detido e preso em vários presídios do Rio de Janeiro. Seu drama e dos companheiros de cadeia foram relatados em Memórias do cárcere, publicado postumamente em 1953. Em 1936 lançou Angústia, considerado seu romance mais complexo. Em 1938 escreve o livro que se tornaria sua obra-prima, Vidas secas, seu quarto e último romance, voltado para o drama social e geográfico de sua região - melhor expressão de seu estilo, com ênfase regionalista. Um dos maiores romancistas da história da literatura brasileira e latina, Mestre Graça, como era carinhosamente tratado, morreu no Rio de Janeiro, em 1953, aos 61 anos.