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Escrito em apenas três meses, O Ateneu, de Raul Pompéia, é considerado o maior romance brasileiro do século XIX depois das obras realistas de Machado de Assis. Foi publicado em capítulos no jornal carioca A Gazeta de Notícias, entre 8 de abril e 18 de maio de 1888, e, devido ao reconhecimento imediato, foi editado em livro no mesmo ano. Seu enredo consiste na recordação do período de dois anos em que o narrador, Sérgio, passa num tradicional colégio interno do Rio de Janeiro. O ingresso no Ateneu marca as descobertas amargas que acompanharão o narrador daí em diante, os sentimentos de desilusão, opressão e desconfiança, componentes da profunda solidão humana. O romance enfoca a educação intelectual, a integração social e a afirmação sexual de Sérgio e de seus colegas: o dissimulado Sanches; o injustiçado e vingativo Franco; o atlético Bento Alves; e o enamorado Egberto. Entre eles, o sentimento de amizade é maculado pelos impulsos primitivos. Daí o tom da narração ser o de um ressentimento constante. Difíceis de definir, o estilo e o significado do romance geraram uma das mais profícuas polêmicas da história da nossa literatura, apresentada e antologizada cronologicamente no Posfácio pelo organizador Caio Gagliardi.Raul d’Ávila Pompéia (1863-1895), polemista radical, abolicionista e republicano, foi um dos maiores escritores brasileiros do século XIX e também um dos mais singulares. Além de O Ateneu, sua obra maior, legou-nos os romances Uma Tragédia no Amazonas, As Jóias da Coroa, os contos Microscópicos , os poemas em prosa Canções sem Metro , as páginas de crônicas e reflexões recolhidas em Alma Mortae Prosas Esparsas de Raul Pompéia.
Título: O Ateneu
ISBN: 9788577150816
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 11,5 x 17,5
Páginas: 285
Ano copyright: 2008
Coleção:
Ano de edição: 2008
Edição: 1ª
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Raul Pompeia (1863-1895) publicou seu primeiro romance aos 17 anos e consagrou-se definitivamente como escritor com O Ateneu (1888). Colaborou como jornalista na imprensa de São Paulo e do Rio de Janeiro e lutou pelas causas abolicionista e republicana. Seu inflamado discurso no enterro de Floriano Peixoto acarretou sua exoneração da Biblioteca Nacional e uma depressão, que levou-o ao suicídio no Natal de 1895.