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É preciso que a literatura continue o esforço de compreensão do homem contemporâneo. O romance A Vida e a Morte é pela desse trabalho a que se dedicam romancistas como Carlos Heitor Cony. No cosmopolitismo de seus personagens, as mais frugais das dicotomias existenciais se cruzam no discurso do inconsciente. Nesse quadro, as diferenças que definem o sujeito detentor de uma personalidade são pulverizadas por canais de comunicação instantânea. Estes e outros destaques, Cony faz sobressair a discussão sobre a prática da eutanásia, encravada no contexto do romance. Sua incursão nesse campo é substancial para formação de opinião, enquanto o Congresso Nacional compõe uma legislação específica. A deterioração das relações, também esmagadas pelo conseqüente isolamento dos personagens angustiados, pressiona por sua vez o leitor a se posicionar, a se definir quanto aos dilemas e suas veredas. Com isso nos obriga a refletir quanto à avassaladora carga do real.
Título: A Morte E A Vida
ISBN: 9788576880530
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 15 x 22
Páginas: 157
Ano copyright: 2007
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 1ª
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Autor: Carlos Heitor Cony
Carlos Heitor Cony nasceu no Rio de Janeiro em 1926, fez humanidades e curso de filosofia no Seminário de São José. Estreou na literatura ganhando por duas vezes consecutivas o Prêmio Manuel Antônio de Almeida (em 1957 e 1958) com os romances A Verdade de Cada Diae Tijolo de Segurança. Trabalhou na imprensa desde 1952, inicialmente no Jornal do Brasil, mais tarde no Correio da Manhã, do qual foi redator, cronista e editor. Depois de várias prisões políticas durante a ditadura militar e de um período no exterior, entrou para o grupo Manchete, no qual lançou a revista Ele e Ela e dirigiu as revistas Desfile e Fatos&Fotos. Foi colunista da Folha de S. Paulo e comentarista da rádio CBN. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 2000, recebeu, entre outros, os prêmios: Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra, em 1996; Jabuti de 1996, da Câmara Brasileira do Livro, pelo romance Quase Memória; Nacional Nestlé de Literatura de 1997, pelo romance O Piano e a Orquestra; Jabuti de 1997, pelo romance A Casa do Poeta Trágico; Jabuti 2000, concedido ao Romance sem Palavras. Em 1998, o governo francês, no Salão do Livro, em Paris, condecorou-o com a L'Ordre des Arts et des Lettres. Cony faleceu em 5 de janeiro de 2018.