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Autor: Solange Rebuzzi
Editora: Perspectiva
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O poeta João Cabral de Melo Neto construiu, ao longo de sua obra, uma poética mineral. São versos, metrificados ou não, que contam muito da vida do Nordeste com seu povo e seus hábitos. A sua linguagem – aqui nomeada “idioma pedra”, alimentada na memória de uma infância vivida em meio às canas e às usinas de açúcar, em Recife, com a seca e a fome dando direção à mão que escreve – traduz um Brasil singular. Alguns de seus poemas como “Morte e Vida Severina”, considerado um Auto de Natal pernambucano, e “O Cão Sem Plumas” ou “O Rio”, empreendem uma viagem na escrita que nos levam a querer ler poesia brasileira, pois o aprendizado se dá com as narrativas de costumes e de geografias várias. Tal empreitada avança com as palavras de pedra, caroço, osso, faca, deserto, entre outras, para identificar na língua um “escrever em nordestino”. O poeta João Cabral apresenta os seus poemas perseguindo uma construção arquitetada. Ele vai colocando os versos “como se fossem tijolos”. “É por isso que posso gastar anos fazendo um poema: porque existe planejamento”, nos diz em entrevista. De acordo com o que vamos encontrando ao longo desse caminho, podemos nos surpreender e verificar que a obra de João Cabral escreve Recife e seus restos, e as inúmeras viagens do poeta pelo mundo, mas, ainda inscreve o nome próprio do poeta na poética que se desdobra na fórmula Cabral/cabra.
Título: O Idioma Pedra De Joao Cabral
ISBN: 9788527308847
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 12,5 x 22,5
Páginas: 165
Ano copyright: 2010
Coleção: Estudos - Vol. 280
Ano de edição: 2010
Edição: 1ª
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Autor: Solange Rebuzzi
Solange Rebuzzi nasceu na cidade do Rio de Janeiro. É escritora, psicanalista e pesquisadora. Publicou livros de poesia, ensaio, ficção e textos de psicanálise em revistas no Brasil, na França e na Argentina. Dentre os livros de poesia Leblon, voz e chão (2004) com fotos de José Eduardo Barros, os ensaios Leminski, guerrreiro da linguagem (2003) e O idioma pedra de João Cabral (2010), os romances Estrangeira (2010) e Quase sem palavras (2011), as narrativas poéticas Livro das areias (2012) e Gradiva verão (2013) ilustrado por Francisco dos Santos. Traduziu A cabra de Francis Ponge, e Nioque antes da primavera (2012) além de diversos poemas dos escritores franceses Henri Deluy, Jean-Marie Gleize, Laure Limongi entre outros. Outonos [montagem incompleta] (2014) reúne poemas primeiros e outros, e fragmentos e textos em prosa.