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Recém-localizado nos arquivos de Cecília Meireles, “Episódio Humano” - livro já formatado e intitulado pela própria autora - reúne 31 textos publicados pela escritora originalmente entre 1929 e 1930 em uma coluna dominical de “O Jornal”, importante periódico diário que circulou no Rio de Janeiro.O que chama a atenção foi o fato de a própria Cecília ter separado e reunido os recortes, bem como preparado um texto de apresentação, entendendo-os como um conjunto que formava uma unidade sentimental e literária de uma época de sua vida. Como as palavras da própria autora:“Relendo-os, verifico que ainda me comovem essas páginas. Nelas está minha vida, em toda a sua pureza, numa fase amargurada de construção. Amo essa tristeza conformada da minha disciplina. E, olhando para esse tempo de duras experiências, apenas me restaria murmurar, e a dor têm sempre caminhos mais longos! E. De modo que um esplendor mágico abre sobre as tragédias um relâmpago. E o coração resiste, pela força do deslumbramento.Hoje, eu apenas falaria, talvez, com menos palavras. Mas é porque, na verdade, já foi usada a minha voz."
Título: Episodio Humano: Prosa, 1929-1930
ISBN: 9788599070529
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 174
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2007
Edição: 1ª
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Autor: Cecilia Meireles
Cecília Meireles, batizada Cecília Benevides de Carvalho Meireles, (Rio de Janeiro, 1901-1964) foi poeta, ensaísta, cronista, folclorista, tradutora, educadora e pintora e é considerada uma das vozes mais importantes das literaturas de língua portuguesa. Aos 3 anos de idade perdeu a mãe e não chegou a conhecer o pai, que morreu antes de seu nascimento. Órfã, foi criada pela avó materna, Jacinta Garcia Benevides. Casou-se em 1922 com Fernando Correia Dias, um artista plástico com quem teve três filhas. O marido cometeu suicídio em 1935 em razão da depressão. Viúva, casou-se novamente em 1940 com Heitor Vinícius da Silveira Grilo, professor e engenheiro agrônomo. Em 1919, publica seu primeiro livro de poemas intitulado Espectros. Em 1934, Cecília organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Em 1939, a autora é agraciada com o Prêmio de Poesia Olavo Bilac concedido pela Academia Brasileira de Letras pelo livro Viagem. Entre os prêmios que recebeu, estão ainda: Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962; e, no ano seguinte, ganhou o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro Poemas de Israel, concedido pela Câmara Brasileira do Livro; no ano de sua morte, recebeu ainda o Jabuti de poesia pelo livro Solombra; e em 1965, o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto de sua obra. Sua poesia foi traduzida para 8 idiomas, e musicada por nomes como Francisco Mingnone, Lamartine Babo e Fagner. Canção da Tarde no Campo, Ou Isto ou Aquilo, Viagem, Criança, meu Amor, Poema dos Poemas e Nunca mais são alguns de seus livros.