Não me dê seu café frio: inéditos

Autor: Cora Coralina
Editora: Global

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Sinopse

Não me dê seu café frio, de Cora Coralina, é o primeiro de uma série de três livros inéditos da autora. Fruto de uma pesquisa em manuscritos e documentos originais, a obra reúne textos em prosa e poesia que ampliam o olhar sobre uma das vozes mais importantes da literatura brasileira. A edição revela uma escritora múltipla, atenta ao cotidiano, à natureza, às relações humanas, às desigualdades e às questões sociais de seu tempo. Conhecida pela imagem da poeta que alcançou reconhecimento nacional aos 90 anos, Cora começou a escrever muito antes disso. Aos 14 anos, já publicava poemas em jornais e, ao longo da vida, produziu ficção, crônicas e textos de crítica da realidade. Com pouca educação formal, dizia ter aprendido na “grande Escola da Vida”, cujo mestre era o tempo. Os escritos reunidos nesse volume recuperam parte dessa trajetória e mostram uma autora que fazia da própria experiência matéria literária. A seleção apresenta diferentes facetas de sua produção. Ao lado de poemas como “Meus versos não conhecem” e “Coração é terra que ninguém vê”, estão textos dedicados a Pablo Neruda, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa e Tarcísio Meira, além de escritos sobre família, infância, mulheres e meio ambiente. Em “Escrevo desde os 14 anos”, Cora revisita sua formação e sua relação com a escrita; em “Filosofias de Anninha”, transforma memórias e ensinamentos familiares em reflexões sobre trabalho, tempo e vida. O título nasce do poema homônimo, que parte de uma situação cotidiana para abordar amizade, escolhas e suas consequências. Ao mesmo tempo em que encontra poesia no aparentemente banal, Cora lança um olhar crítico sobre a sociedade, defendendo trabalhadores simples e desvalidos e manifestando preocupação com a natureza e os direitos das mulheres. Com projeto gráfico de Claudia Furnari, Não me dê seu café frio inaugura a publicação dos inéditos de Cora Coralina pela Global Editora e convida novas gerações a conhecer uma autora para além da imagem consagrada no imaginário brasileiro. Entre versos, narrativas, memória e crítica, o livro revela outras faces de uma escritora cuja voz combina delicadeza, liberdade e consciência social.

Dados

Título: Não Me Dê Seu Café Frio: Inéditos

ISBN: 9786556128405

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 15,5 x 23

Páginas: 120

Coleção: Cora Coralina

Ano de edição: 2026

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Cora Coralina

Autor

CORA CORALINA

Cora Coralina é o pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto (1889-1985), que nasceu na cidade de Goiás, antiga Villa Boa de Goyaz, em 1889. Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho. Aos 15 anos de idade, Ana, devido à repressão familiar, vira Cora, derivativo de coração. Coralina veio depois, como uma soma de sonoridade e tradução literária. Foi uma poetista e contista brasileira de prestígio, tornando-se um dos marcos da nossa literatura. A autora iniciou sua carreira literária aos 14 anos com o conto Tragédia na Roça, publicado no Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás. Casou-se com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Brêtas e teve seis filhos. O casamento a afastou de Goiás por 45 anos. Ao voltar às suas origens, viúva, iniciou uma nova atividade, a de doceira. Além de fazer seus doces, nas horas vagas ou entre panelas e fogão, Aninha, como também era chamada, escreveu a maioria de seus versos. Publicou o seu primeiro livro aos 76 anos de idade e despontou na literatura brasileira como uma de suas maiores expressões na poesia moderna. Em 1982 – mesmo tendo estudado somente até o equivalente ao 2º ano do Ensino Fundamental – recebeu o título de doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Goiás e o Prêmio Intelectual do Ano, sendo, então, a primeira mulher a receber o troféu Juca Pato. No ano seguinte foi reconhecida como Símbolo Brasileiro do Ano Internacional da Mulher Trabalhadora pela FAO. Morreu em Goiânia, aos 95 anos, em 1985.