Manifesto antropofago

Autor: Oswald de Andrade
Editora: Penguin - Companhia

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Sinopse

Este volume da Coleção Grandes Ideias reúne quatro textos lapidares de Oswald de Andrade: “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, “Manifesto Antropófago”, “falação” e “Antologia”. Nessa seleta, é possível ter acesso ao projeto estético cultural e à crítica contundente sobre a ideia de nação, com a marca da inteligência, do humor e do poder de síntese do mais transgressor dos modernistas.Publicado originalmente no Correio da Manhã em 1924, “Manifesto da Poesia Pau Brasil” sugere novos princípios para a poesia. Ao louvar “a contribuição milionária de todos os erros”, o autor propõe a fusão de elementos eruditos e populares e a incorporação do cotidiano e da oralidade. Já o “Manifesto Antropófago”, incluído pela primeira vez na Revista de Antropofagia, foi concebido em 1928. Ao questionar a noção de identidade brasileira, a obra viria a se tornar uma mais cultuadas de Oswald.Os outros dois textos são menos conhecidos do público: “falação”, publicado como abertura do volume de poemas Pau Brasil, de 1925, é uma síntese das ideias enaltecidas no “Manifesto da Poesia Pau Brasil”, e “Antologia”, escrito em 1928, levou o trocadilho ao extremo, com seu conteúdo cômico e extremamente combativo.

Dados

Título: Manifesto Antropofago

ISBN: 9788582850497

Idioma: Português

Encadernação: Brochura

Formato: 13 x 20

Páginas: 80

Ano copyright: 2017

Coleção: Grandes Ideias

Ano de edição: 2017

Edição: 1ª

Participantes

Autor: Oswald de Andrade

Autor

OSWALD DE ANDRADE

José Oswald de Souza Andrade, mais conhecido como Oswald de Andrade, nasceu em São Paulo, em 1890. Jornalista e advogado, fundou a revista O Pirralho, em 1911, bacharelando-se pela Faculdade de Direito de São Paulo em 1919. Trabalhou, entre outros, para o Diário Popular, e O Estado de São Paulo. Participou ativamente da Semana de Arte Moderna de 1922, da qual foi um dos organizadores. Amigo de Mário de Andrade, formou com ele a dupla de maior expressão do movimento modernista. Posteriormente a 1922, desencadeou dois movimentos, o Pau-Brasil (1924/25) e o da Antropofagia (1928). O primeiro, utilizando elementos da vanguarda francesa, pregava a criação de uma poesia primitiva e nacionalista, fruto da união de uma cultura nativa com uma cultura intelectualizada. O segundo movimento questionava a estrutura política, econômica e cultural do país, entendida como uma herança deixada pelo colonizador. Entre 1922 e 1934, publicou a Trilogia do exílio formada pelos romances Os condenados (1922), Estrela de absinto (1927) e A escada vermelha (1934). Paralelamente à sua atividade literária, envolveu-se com o clima de radicalização política dominante no país após a Revolução de 1930, tendo ingressado no então Partido Comunista do Brasil (PCB). Nesse período, escreveu três peças de teatro: O homem e o cavalo (1934), A morta e O rei da vela (1937). Escreveu também Pau-Brasil (1925), Memórias sentimentais de João Miramar (1927) e Manifesto Antropofágico (1928). Faleceu em São Paulo em 1954.