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Autor: Jorge Amado
Editora: Companhia das Letras
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O volume que fecha a épica trilogia apresenta o painel ficcional de um momento muito sombrio, quando republicanos espanhóis perdem a Guerra Civil para Franco, os alemães começam a Segunda Guerra e Getúlio Vargas mostra simpatia por Hitler e Mussolini. Os militantes comunistas, verdadeiros heróis da epopeia de Jorge Amado, são caçados e torturados impiedosamente pelo chefe de polícia Barros, decidido a exterminar o partido. Ao mesmo tempo, nas altas esferas, políticos, banqueiros, empresários e donos de jornais buscam aproveitar-se ao máximo dos tempos confusos que correm.Em todas as frentes trava-se uma luta política feroz: no vale do rio Salgado, no Mato Grosso, onde o banqueiro Costa Vale tenta implantar um projeto de exploração do manganês com capital americano e mão de obra japonesa; nos bairros operários paulistanos, onde a polícia aperta o cerco contra ativistas sindicais; nos bastidores do governo do Estado Novo, em que facções pró-nazistas e pró-americanas disputam as benesses do ditador.
Título: A Luz No Tunel
ISBN: 9788535919806
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 384
Ano copyright: 1954
Coleção: Os Subterraneos Da Liberdade - Vol. 3
Ano de edição: 2011
Edição: 1ª
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Autor: Jorge Amado
Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, em Itabuna, na Bahia, filho de João Amado de Faria e Eulália Leal. Aos dois anos, a família mudou-se para Ilhéus, onde o menino passou a infância e viveu experiências que marcariam sua literatura: a vida no mar, o universo da cultura do cacau e as disputas por terra. Começou a escrever profissionalmente como repórter aos catorze anos, em veículos como Diário da Bahia, O Imparcial e O Jornal. Na década de 1930 transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde estudou direito e travou contato com artistas e intelectuais de esquerda, como Raul Bopp, Rachel de Queiroz, Gilberto Freyre, Graciliano Ramos, Vinicius de Moraes e José Lins do Rego. Estreou com o romance O país do Carnaval (1931). Durante o Estado Novo (1937-45), devido à sua intensa militância política, sofreu censuras, perseguições e chegou a ser detido algumas vezes. Foi eleito deputado federal pelo PCB em 1945. Entre os projetos de lei de sua autoria, estava o que instituía a liberdade de culto religioso. Nesse mesmo ano, conheceu Zélia Gattai, com quem se casou, teve dois filhos, João Jorge e Paloma, e viveu até os últimos dias. Nas décadas de 1940 e 50, viajou pela América Latina, Leste Europeu e União Soviética. Escreveu então seus livros mais engajados, como a biografia de Luís Carlos Prestes e a do poeta Castro Alves, além da trilogia Os subterrâneos da liberdade. Rompeu com o PCB nos anos 1950. A partir de então, sua literatura passou a dar mais relevo ao humor, à sensualidade, à miscigenação e ao sincretismo religioso, em livros como Gabriela, cravo e canela (1958), Tenda dos Milagres (1969), Tieta do Agreste (1977). Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1961, e ganhou prêmios importantes da literatura em língua portuguesa, como o Camões (1995), o Jabuti (1959 e 1997) e o do Ministério da Cultura (1997). A partir da década de 1980, passou a viver entre Salvador e Paris. Sua obra está publicada em mais de cinquenta países e foi adaptada com sucesso para o rádio, o cinema, a televisão e o teatro, transformando seus personagens em parte indissociável da vida brasileira. Jorge Amado morreu em 2001, alguns dias antes de completar 89 anos.