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Autor: Simoes Lopes Neto
Editora: Artes e Ofícios
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O caráter folclorista do Cancioneiro Guasca fica evidente no discurso de autenticidade e simplicidade popular que embasa a coletânea, além do uso pioneiro do termo “folclore” em referência às tradições orais rurais. A obra não só documenta lendas, fandangos e cantigas em sua forma original como também integra um projeto mais amplo de “invenção de tradições” gaúchas no início da República, dialoga com movimentos folcloristas da Argentina e do Uruguai e com a consolidação de uma identidade regional sul-rio-grandense. O Cancioneiro Guasca é uma obra que transcende o regionalismo, contribuindo para a construção de uma identidade cultural brasileira mais ampla. No início do século xx, a literatura brasileira ainda buscava afirmar suas raízes nacionais, e Simões Lopes Neto desempenhou um papel crucial ao trazer a cultura gaúcha para o centro desse debate.
Título: Cancioneiro Guasca: Danças, Quadras, Poemetos, Trovas, Desafios, Poesias
ISBN: 9788574213118
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 272
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2025
Edição: 1ª
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Autor: Simoes Lopes Neto
João Simões Lopes Neto nasceu em Pelotas, RS, em 9 de março de 1865, e faleceu em 14 de junho de 1916, acometido de grave moléstia. Somente durante a infância teve contato com a vida campeira; aos 13 anos, ingressou no Colégio Abílio, no Rio de Janeiro, matriculando-se, posteriormente, na Faculdade de Medicina, que foi obrigado a abandonar no terceiro ano, porque já estaria gravemente enfermo. Em 1886, retornou a Pelotas, passando a levar uma vida essencialmente urbana, uma vez que sua cidade se encontrava em constante urbanização, sendo um dos pólos culturais importantes do Estado. Seu interesse pelo resgate da cultura gaúcha e a linguagem regionalista utilizada em suas obras levam-nos a crer que o autor faria o tipo "gaúcho tradicionalista", porém seus biógrafos afirmam que ele jamais vestiu uma bombacha e que seus hábitos culturais eram urbanos. Desde que retornou a Pelotas, nunca mais se afastou de sua cidade natal, tendo uma atuação cultural muito importante na comunidade como colaborador ocasional do jornal Diário Popular, redator d’A opinião pública (pseudônimo João do Sul) e como editor do Correio Mercantil. Escreveu, também, muitas peças teatrais, dentre elas O boato (1894), Mixórdia (1894) e Viúva Pitorra (1898), esta última, uma opereta. Em 1912, publicou Contos gauchescos, obra que o notabilizou como um dos maiores escritores da literatura do Rio Grande do Sul. Casos do Romualdo foi publicada após a sua morte, em 1952. (Texto de Everson Pereira da Silva)