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Organizador: Instituto Moreira Salles
Editora: Instituto Moreira Salles
LIVRO INDISPONÍVEL
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em até 3x sem juros
O coletivo Basetrack acompanhou um grupo de fuzileiros navais americanos no Afeganistão com Iphones e registrou, com fotos e vídeos, o dia a dia dos combatentes. Expandiram o jornalismo disponibilizando tudo nas redes sociais e em tempo real. Até que o governo americano se sentiu incomodado e os obrigou a voltar. Parte dessas fotos está na ZUM#2 e são acompanhadas por um texto do jornalista Leão Serva, que analisa como cada guerra teve um marco tecnológico da fotografia, como, por exemplo, a Guerra Civil Espanhola (1936-1939), na qual foi adotada a câmera de 35 mm, ou a Guerra da Crimeia (1854-1856), cuja cobertura foi possível graças ao surgimento das primeiras câmeras portáteis. A convite da ZUM, Mauro Restiffe perambulou pelo bairro paulistano da Luz nos últimos dois meses, logo após a expulsão dos usuários de crack que vivem na região. O resultado são imagens que parecem ser muito mais antigas do que são. Mauro Restiffe usa tecnologia analógica, filmes de 35 mm em preto e branco. “A impressão de que as imagens são antigas chama a atenção para as precariedades estruturais que o país enfrenta há muito tempo, como a dificuldade de integração da população que vive à margem das instituições”, explica Heloísa Espada no comentário publicado com as fotos. A ZUM#2 traz também: - Claudia Andujar, uma das mais importantes fotógrafas brasileiras, é homenageada com duas séries pouco vistas. Na primeira, que abre a revista, imagens de uma mulher nua são sobrepostas. Na segunda, fotos feitas com uma câmera no chão em 1968, na rua Direita, em São Paulo, exaltam os transeuntes e desequilibram a repressão política da época. O psicanalista Tales Ab’Sáber analisa as imagens. - em entrevista exclusiva para a ZUM feita pelo jornalista Lawrence Weschler, o documentarista Errol Morris fala sobre sua obsessão por esclarecer controvérsias na história da fotografia e do jornalismo. Errol mostra que nem sempre vemos o que acreditamos ver e coloca em xeque imagens consagradas. - em 1969, o americano Robert Smithson (1938-1973) foi visitar o parque arqueológico de Palenque, no México. De lá, saiu um de seus mais célebres ensaios, mas ao invés de fotografar construções maias monumentais, Smithson limitou-se a registrar detalhes do hotelzinho decadente onde ficou hospedado. Além das fotos, ZUM#2 publica a transcrição da palestra sobre o Hotel Palenque dada aos estudantes de arquitetura da Universidade de Utah. E no texto “Câmeras e espelhos”, o crítico de arte Lorenzo Mammì explica como Smithson fez para reproduzir a arquitetura do hotel. - em Gana, o fotógrafo sul-africano Pieter Hugo mostra como a África participa da atual transformação tecnológica, só que pelas beiradas. É no lixão próximo à favela de Agbogbloshie que os países do primeiro mundo desovam seus computadores sem uso. Jovens africanos – conta o jornalista Fábio Zanini no comentário que acompanha as fotos – queimam carcaças em busca de metais preciosos. E se contaminam com chumbo, cádmio e mercúrio. - o acervo pessoal da ensaísta Terry Castle é composto por mais de mil fotografias anônimas. Há mais de 20 anos ela coleciona ferrótipos e cianótipos do século 19, cartões de visitas, cartões-postais, fotos de catástrofes, fotos antigas de formatura, polaroides dos anos 1970. Castle publica na ZUM uma pequena amostra de sua coleção, que, segundo ela, é uma pequena parcela de tudo o que essas imagens podem dizer sobre si mesma. Cada foto tem uma legenda explicativa feita pela própria colecionadora. Moças vestidas de homem, crianças que parecem adultos, animais, todas as fotos mostram duplos: gêmeos, formas e poses combinadas, exposições duplas etc. - com 11 anos de idade, o fotógrafo mexicano Enrique Metinides – hoje aos 78 – fotografou um acidente de trânsito. A partir daí não parou mais e se tornou o maior repórter fotográfico policial do México. Ao longo de 50 anos, trabalhou para as páginas sangrentas de jornais populares e registrou todo o tipo de desgraça: assassinatos, incêndios, suicídios, inundações. O texto do jornalista José Geraldo Couto conta como Metinides, com domínio do drama, conseguiu elevar o patamar da reportagem policial. - o alemão Thomas Demand reconstrói em papel cenários extraídos de outras fotografias, sejam históricas ou de circulação recente. O curador Peter Galassi conversa com o fotógrafo sobre a construção das maquetes em tamanho real, que são cuidadosamente montadas e, depois de fotografadas, descartadas. - William Eggleston apresenta na ZUM#2 cromos guardados há cerca de 40 anos. São fotos coloridas, feitas no extinto Kodachrome. As 13 imagens que registram a paisagem americana e a angústia da modernidade são comentadas em texto exclusivo de Thomas Weski. - curadora do Centro Internacional de Fotografia, em Nova York, Carol Squiers conta como surgiu a fotografia dos paparazzi em Roma, embalada nas noites dos anos 1950. - João Castilho publica mosaicos de fotografias feitas a partir de imagens de quartos de hotéis de diversos lugares: no Mato Grosso, na Bahia, em Minas Gerais, no Amazonas, no Mali, entre outros. O ensaio é formado por quatro grupos de fotos, cada um com uma cor predominante (azul, verde, amarelo e branco). Sobre as fotografias, o escritor João Paulo Cuenca diz que “esses quartos de hotel surgem como uma representação de nós mesmos: cheios de arestas, manchados, tocados por muitos”. - o crítico de cinema Inácio Araujo fala sobre o álbum de figuras marginais de cineasta Ozualdo Candeias (1918-2007), colagens e composições em torno de diretores e de seus trabalhos, criadas para ilustrar um livro nunca publicado. - a seção Retícula traz diversas resenhas de publicações sobre fotografia.
Título: Zum #2
ISBN: 9788599999493
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 21 x 26
Páginas: 180
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 1ª
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Organizador: Instituto Moreira Salles