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Autor: Thomas E. Skidmore
Editora: Companhia das Letras
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Preto no branco é um trabalho já clássico e, de certa forma, premonitório. Nos anos 1970, época em que a questão racial andava esquecida pela academia, e ainda não fazia parte do debate público, Thomas E. Skidmore, decano entre os “brasilianistas”, tenta compreender um momento central para a explicação do racismo na sociedade brasileira. Seu estudo causou grande sensação na época e ajudou a recolocar em pauta esse tema agudo da realidade nacional. Com base nos escritos e discursos de uma grande gama de cientistas, políticos e romancistas, o livro revela que a intelligentsia local, influenciada por padrões e formas europeus, procurou acomodar as teorias racistas então em voga — que consideravam o negro inferior e condenavam a mestiçagem — à situação local. A solução original encontrada foi o “branqueamento” da sociedade, por meio da imigração europeia. Skidmore mostra, no entanto, como as ideias deterministas foram gradualmente cedendo lugar a novas perspectivas, que davam ênfase aos aspectos positivos da miscigenação, e acabaram por produzir um consenso sobre a existência de uma “democracia racial” no país, tese que gerou uma percepção distorcida do racismo brasileiro.
Título: Preto No Branco: Raça E Nacionalidade No Pensamento Brasileiro (1870-1930)
ISBN: 9788535920574
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21
Páginas: 393
Ano copyright: 1993
Coleção:
Ano de edição: 2012
Edição: 1ª
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Donaldson M. Garschagen é capixaba de Cachoeiro de Itapemirim. Começou a traduzir em 1960 para a linha de livros condensados da Seleções Reader's Digest. Depois de trabalhar quatro anos no estaleiro Ishikawajima, passou outros quatro como tradutor freelancer. Sem deixar de traduzir para várias editoras, em 1968 ingressou na Encyclopaedia Britannica do Brasil (hoje Barsa Planeta Internacional), empresa em que trabalhou até 2006, exercendo o cargo de diretor editorial da Enciclopédia Barsa.