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Autor: Fernando Pessoa
Editora: Global
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No dizer de Pessoa: [Alberto Caeiro] “nasceu em Lisboa mas viveu quase toda a sua vida no campo”; “morreram-lhe cedo o pai e a mãe” e, por isso “vivia com uma tia velha, tia-avó”; “não teve mais educação que quase nenhuma, só a instrução primária”. E acrescenta, invejando-lhe seguramente a sorte de não ter sido obrigado, como ele, à escravatura de um ganhã-pão: “Deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos”. Aduante, comenta: “Pus em Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática.” Para entender a poesia de Alberto Caeiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, impõe-se integrá-la no projeto pessoano do Neopaganismo Português e dos seus cultores: Ricardo Reis, o poeta, Alberto Caeiro, a sua consubstanciação, segundo declaração de Pessoa, e António Mora, o seu teórico em prosa (sociólogo e filósofo). Os três “livros” de Caeiro, nesta obra considerados e assim por Pessoa chamados e previstos, dão notícia dessa vida sem acontecimentos, excepto a “doença” do espisódio amoroso: o segundo “livro”, composto por nove poemas. Também o terceiro “livro”, “Andaime – Poemas Inconjuntos”, segue, como um diário, a evolução de uma doença, neste caso a tuberculose, que o vitimou. O título Vida e obras nunca foi usado por nenhum editor.
Título: Vida E Obras De Alberto Caeiro
ISBN: 9788526023031
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 17 x 24
Páginas: 280
Ano copyright: 2017
Coleção:
Ano de edição: 2017
Edição: 1ª
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Fernando (António Nogueira) Pessoa nasceu em 1888, em Lisboa. Em 1912, publicou seu primeiro artigo, "A nova poesia portuguesa sociologicamente considerada", na revista A Águia. Em 1914, escreveu os primeiros poemas dos heterônimos Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, aos quais daria personalidades complexas. Sob o nome de Bernardo Soares, Fernando Pessoa escreveu os fragmentos mais tarde reunidos em O livro do desassossego. No ano seguinte, com escritores como Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro, lançou a revista de poesia de vanguarda Orpheu, marco do modernismo em Portugal e que daria grande projeção ao poeta. O único livro de poesia em português que publicou em vida foi Mensagem (1934), marcado pela visão mística e simbólica da história lusa. Fernando Pessoa morreu em 1935, em Lisboa.