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A estilização das peculiaridades das falas sertanejas, sempre recorrente na obra de Guimarães Rosa, atinge seu auge neste consagrado romance. Rosa reinventa a língua e eleva o sertão ao contexto da literatura universal, compondo o cenário de uma narrativa lírica e épica, uma lição de luta e valorização do homem. Eleito um dos cem livros mais importantes de todos os tempos pelo Círculo do Livro da Noruega. Eleito um dos melhores livros do século pela revista Época. Prêmio Jabuti de Produção Gráfica (menção honrosa) em 2002.
Título: Grande Sertao: Veredas
ISBN: 9788520912096
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 21
Páginas: 624
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2001
Edição: 19ª
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Autor: Joao Guimaraes Rosa
João Guimarães Rosa, um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos, nasceu em Cordisburgo, MG, em 1908. Aos 10 anos mudou-se para Belo Horizonte e com apenas 16 anos entrou para a Faculdade de Medicina. Em 1930 casou-se pela primeira vez mas o casamento não durou muito. Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara (MG). Sua estreia literária foi em 1929, com a publicação do conto “O mistério de Highmore Hall" na revista O Cruzeiro. Em 1936, a coletânea de versos Magma, recebeu o Prêmio Academia Brasileira de Letras. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina, quando conheceu sua segunda esposa, Aracy Moebius de Carvalho. O livro de contos Sagarana, publicado em 1946, garantiu-lhe um lugar de destaque no panorama da literatura brasileira, pela linguagem inovadora e a riqueza de simbologia dos seus contos. Em 1952, Guimarães Rosa fez uma longa excursão a Mato Grosso e escreveu o conto "Com o vaqueiro Mariano", que integra o livro póstumo Estas estórias (1969). A importância dessa excursão foi colocar o autor em contato com os cenários, os personagens e as histórias que ele iria recriar em Grande sertão: Veredas (1956), único romance escrito por ele e um dos mais importantes textos da literatura brasileira. Seus textos ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro, e sua obra destaca-se, sobretudo, pelas inovações de linguagem, sendo marcada pela influência de falares populares e regionais. Em 1963 foi eleito por unanimidade para a Academia Brasileira de Letras mas, temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Faleceu três dias depois, em 19 de novembro de 1967.