Home › Livros › Literatura e Ficção › Literatura Estrangeira
Autor: Isabela Figueiredo
Editora: Todavia
PRODUTO DISPONÍVEL Previsão de postagem em até 3 dias úteis.
De: R$ 84,90
Por: R$ 75,56
em até 3x sem juros
Caderno de memórias coloniais foi publicado em 2009 em Portugal. Sucesso de público, foi saudado como uma obra-prima.E é de fato um genial acerto de contas da autora com o passado colonial de Portugal e com seu pai, um eletricista português radicado em Moçambique. O pai parece personificar Portugal: despreza e explora os nativos. O “melhor” de Moçambique ficava com os brancos: as boas praias, os bares, a vida cultural e social, as melhores oportunidades. Tudo isso é visto pelos olhos de Isabela, que lá nasceu em 1963 e teve que se mudar para Portugal nos anos 1970, durante o contexto da descolonização.O livro é uma espécie de Carta ao pai (de Kafka), um acerto de contas num texto que mescla memória, ensaio, observação pessoal e ficção. O livro tem origem num blog da autora, canal pioneiro para tentar trazer mais realidade à narrativa edulcorada do Portugal africano. Até então, havia uma enxurrada de memórias cor de rosa e piedosas de brancos que nasceram e cresceram nas colônias portuguesas e que nunca tratavam das questões reais e duras do passado: a exclusão da população local (negra), os trabalhos subalternos e malremunerados destinados aos locais, o racismo.
Título: Caderno De Memorias Coloniais
ISBN: 9788593828942
Idioma: Português (PT)
Encadernação: Brochura
Formato: 13,7 x 20,8 x 1,2
Páginas: 184
Ano copyright: 2018
Coleção:
Ano de edição: 2018
Edição: 1ª
Região:
Idioma:
Legenda:
País de produção:
Formato de tela:
Áudio Original:
Tempo de Duração:
Quantidade de discos:
Selo:
Código:
Autor: Isabela Figueiredo
Isabela Figueiredo (Lourenço Marques, atual Maputo, 1963) é um escritora filha de portugueses que retornaram para Lisboa depois da independência de Moçambique. Estudou línguas e literaturas lusófonas, sociologia das religiões e questões de gênero. Foi jornalista no Diário de Notícias e hoje é professora de português. Conto é como quem diz (1988), seu livro de estreia, recebeu o primeiro prêmio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias. Publicou Caderno de memórias coloniais, que se tornou obra central no debate sobre racismo e o passado colonial português, e A gorda (2018).