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Autor: John Berger | Jean Mohr
Editora: Antigona
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Os trabalhadores migrantes são imortais: imortais porque continuamente substituíveis. Não nasceram: não foram criados: não envelhecem: não se cansam: não morrem. Têm uma só função – trabalhar.«Pode acontecer que um livro, em contraste com os seus autores, rejuvenesça à medida que os anos passam.» Disse-o John Berger sobre Um Sétimo Homem (1975), ensaio poético em imagens e palavras, estarrecedor retrato da experiência de trabalhadores migrantes na Europa dos anos 70 – e financiado com parte do que lhe rendeu o Prémio Booker (terá dado o restante ao ramo britânico dos Panteras Negras). Feito em colaboração com o fotógrafo Jean Mohr, este verdadeiro álbum de família (em que fotografias de casamentos, primogénitos e velas de aniversário são substituídas pela coragem da partida, o choque da chegada e a nostalgia do regresso) capta as mutações no corpo e no espírito de personagens sem rosto nem nome, portugueses, sicilianos, gregos e turcos, mercadoria viva em terras alienígenas. Com um equilíbrio notável entre teoria e experiência, entre política e poesia, John Berger narra os instantes desta diáspora como metáfora perfeita das dinâmicas do «desenvolvimento» e contradições do neoliberalismo – no que é hoje uma desarmante resposta à retórica anti-imigração.
Título: Um setimo homem
ISBN: 9789726083320
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 13,5 x 21
Páginas: 252
Ano copyright:
Coleção:
Ano de edição: 2019
Edição: 1ª
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John Berger nasceu em Londres, em 1926. Aos 15 anos era anarquista. Depois da Segunda Guerra Mundial, quando já era escritor, passou a ser duramente criticado por sua simpatia ao marxismo. Ele é famoso por suas obras de ficção — romances e contos — e não-ficção, em especial livros de crítica de arte. Destaque para Modos de ver, de 1972, referência para toda uma geração de historiadores da arte, ao refletir sobre a relação entre o que vemos e o que sabemos ou acreditamos. São também do autor: Terra nua, Uma vez in Europa e Fotocópias. Vive nos Alpes franceses, praticamente recluso.