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Autor: Mario de Andrade | Wilson Castelo Branco
Editora: Relicário
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Entre 1939 e 1944, duas figuras centrais da vida intelectual brasileira construíram, por meio de cartas, uma amizade marcada pela admiração, pelo aprendizado e pela confidência. Nesta correspondência inédita entre Mário de Andrade (1893-1945) e Wilson Castelo Branco (1918-1986), acompanhamos o encontro entre um Mário já maduro, consagrado e atravessado por dúvidas e cansaços, e um jovem crítico mineiro em formação, ávido por orientação intelectual e literária.Ao longo das cartas, surgem discussões sobre literatura, crítica, modernismo e cultura brasileira, mas também desabafos íntimos, reflexões sobre solidão, guerra, criação artística e os desafios de uma geração que buscava compreender o seu tempo. Mais do que um registro histórico, o livro revela os bastidores humanos do modernismo brasileiro e ilumina a intensa circulação de ideias entre Minas Gerais e São Paulo em um dos períodos mais decisivos da nossa vida cultural.Com organização cuidadosa e fac-símiles de documentos preservados ao longo de décadas, esta edição oferece ao leitor um retrato raro e sensível de dois intelectuais unidos pela palavra, pela escuta e pela crença na literatura como forma de transformação.
Título: O Mestre E O Moço: As Cartas De Mário De Andrade & Wilson Castelo Branco
ISBN: 9786550900717
Idioma: Português
Encadernação: Brochura
Formato: 14 x 21 x 0,7
Páginas: 260
Ano copyright:
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Ano de edição: 2026
Edição: 1ª
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Mário de Andrade nasceu em São Paulo no ano de 1893. Intelectual de uma riqueza impressionante, foi poeta, contista, romancista, musicólogo, cronista, esteta, epistológrafo, crítico de artes, de literatura, além de folclorista; tendo exercido enorme influência nas gerações que lhe sucederam. Em 1917, publicou seu primeiro livro, sob o pseudônimo de Mário Sobral, intitulado Há uma gota de sangue em cada poema, uma espécie de ensaio para 1922, quando participaria da Semana de Arte Moderna de São Paulo, movimento que mexeria com as bases da arte brasileira. No entanto, foram as inovações formais de outra obra poética sua, Pauliceia desvairada, publicada justamente em 1922, que o consolidaram como um dos maiores poetas da literatura brasileira. O célebre “Prefácio interessantíssimo”, texto de abertura da obra, tornou-se emblemático do movimento modernista no Brasil, podendo ser lido também como uma espécie de manifesto da poesia andradiana. A estreia de Mário como romancista se dá com Amar, verbo intransitivo (1927), livro bem-recebido pelos escritores modernistas, mas criticado pela intelectualidade tradicional, que estranha a temática ousada e censura certo desrespeito às regras gramaticais. Nesse texto, já se antecipa o experimentalismo de linguagem radicalizado em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, de 1928, verdadeiro marco do modernismo brasileiro e uma das narrativas mais singulares de nossa literatura. Nesta obra, Mário de Andrade potencializa o uso literário da linguagem oral e popular e mistura folclore, lendas, mitos e manifestações religiosas de vários recantos do Brasil, como se fizessem parte de uma unidade nacional. Morreu em 1945, aos 52 anos, deixando um vazio nas Letras e mais de vinte livros publicados.