O triste fim de policarpo quaresma / the sad end of policarpo quaresma

Autor: Lima Barreto
Editora: Cidade Viva

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Sinopse

Nos idos de 1911 nascia, em formato de folhetins, pelas páginas do Jornal do Commercio, um dos mais populares livros brasileiros. Cem anos depois, o Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, ganha uma inédita versão bilíngue e fará parte da coleção River of January – O Rio de Janeiro Visto pelos seus escritores. A obra é o quarto e último título da série, que busca retratar os costumes do Rio de Janeiro nos últimos 200 anos por meio de clássicos da literatura brasileira traduzidos para o inglês e ilustrados com grandes nomes das artes plásticas no Brasil. Quem assina as ilustrações de Triste Fim de Policarpo Quaresma – The Sad End of Policarpo Quaresma é Ernesto Neto e a tradução é de Mark Carlyon. Considerado o trabalho mais importante e maduro de Lima Barreto, a obra é uma discussão sobre a identidade do país, que se formava em 1911, tendo como pano de fundo os eventos dos primeiros anos da República. Principal romance do pré-modernismo brasileiro na opinião de alguns críticos, o livro tem como personagem principal o Major Policarpo Quaresma, figura nacionalista que faz duras críticas ao presidente Floriano Peixoto. Para o tradutor Mark Carlyon, este livro é a mais importante condenação ao autoritarismo e à ditadura em toda a literatura da America Latina. “Esta é a única obra de ficção que retrata a brutalidade do Florianismo”, observa. “Policarpo Quaresma é uma espécie de D. Quixote tropical, às vezes apatetado, outras, ingênuo. Tem comportamento bizarro, e envolve-se em uma sucessão de situações que satirizam o nacionalismo indigenista e ufanista”, comenta o autor da introdução, Mozart Vitor Serra, sobre o personagem que chegou a sugerir à assembléia legislativa republicana a adoção do tupi como língua oficial.

Dados

Título: O Triste Fim De Policarpo Quaresma / The Sad End Of Policarpo Quaresma

ISBN: 9788563437082

Idioma: Português, Inglês

Encadernação: Capa flexível

Formato: 17,4 x 24,5

Páginas: 464

Ano copyright: 2010

Coleção: River Of January - Vol. 4

Ano de edição: 2011

Edição:

Participantes

Autor: Lima Barreto

Ilustrador: Ernesto Neto

Tradutor: Mark Carlyon

Autor

LIMA BARRETO

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 1881. A mãe, escrava liberta, morreu quando o filho tinha seis anos. A abolição da escravatura ocorreu em 1888, no dia de seu aniversário de sete anos, mas as marcas desse período, o preconceito racial e a difícil inserção de negros e mulatos na sociedade brasileira nunca deixaram de ocupar o centro de sua obra literária. Em 1900, o escritor deu início aos registros do Diário íntimo, com impressões sobre a cidade e a vida urbana do Rio de Janeiro. Lima Barreto começa sua colaboração mais regular na imprensa em 1905, quando escreve reportagens, publicadas no Correio da Manhã, sobre a demolição do Morro do Castelo, no centro do Rio, consideradas um dos marcos inaugurais do jornalismo literário brasileiro. Na mesma época, começa a escrever a primeira versão de Clara dos Anjos, livro que seria publicado apenas postumamente, e elabora os prefácios de dois romances: Recordações do escrivão Isaías Caminha e Vida e morte de M. J. Gonzaga de Sá. No romance Recordações do escrivão Isaías Caminha, o jornal Correio da Manhã e seu diretor de redação são retratados de maneira impiedosa, e Lima Barreto tem então seu nome proscrito na grande imprensa carioca. O escritor passa a publicar crônicas, contos e peças satíricas em veículos como Fon-Fon, Careta e O Malho. Em 1911, escreve e publica Triste fim de Policarpo Quaresma em folhetim do Jornal do Comércio. Postumamente saem Os bruzundangas e as crônicas de Bagatelas e Feiras e mafuás. Morreu no Rio de Janeiro, em 1922.