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OBJETO
DE DESEJO
Frances Mayes é o que se pode chamar de escritora multifacetada. Nos anos 80, ela era uma respeitada poetisa. Nos anos 90, tornou-se best-seller internacional com seus livros de memórias da Itália, como Sob o sol da Toscana, que vendeu mais de dois milhões de exemplares e rendeu um belo filme, com Diane Lane no papel da autora. E agora, no início do século XXI, ela tem uma estréia e tanto como romancista – A cidade dos cisnes é seu primeiro trabalho de ficção, muito elogiado pelo New York Times Book Review, USA Today, San Francisco Chronicle e outras publicações de prestígio.
Embora Frances Mayes tenha ganhado fama com seus textos sobre a Toscana, ela escolheu um cenário completamente diferente para este romance: o sul da Geórgia, sua terra natal, nos EUA, cujas paisagens e linguagem ela conhece tão bem. É lá que fica a cidadezinha fictícia de Swan, um lugar pacato e modorrento como tantos outros da região. A pasmaceira, entretanto, termina no dia em que Lily faz uma visita de rotina ao cemitério local e dá de cara com o cadáver de sua cunhada Catherine, que cometera suicídio 19 anos antes. Ao ver o corpo caído na lama, incrivelmente preservado, ela é forçada a lembrar um passado que preferia esquecer. E fica a pergunta: por que alguém desenterraria um defunto?
Lily nunca perdoou a cunhada por ter manchado o nome da família Mason com um suicídio. Catherine se matou com um tiro no coração. E foi Ginger, sua filha de 11 anos, quem encontrou o corpo ensangüentado no chão da cozinha, ao lado de um fuzil de caça. Nunca se soube a razão que teria feito com que ela abreviasse sua vida. Na verdade, ninguém se empenhou em descobrir na época. A cidade inteira parecia preferir que essa história fosse esquecida o quanto antes. Como se fosse possível.
Agora, com o corpo exumado de forma criminosa e misteriosa, não há mais como ignorar o assunto. Os filhos da suicida, J.J. e Ginger, precisam deixar os traumas de lado e colaborar com a polícia na resolução do caso, excitante demais para o xerife Hunnicutt, que não está acostumado a investigar crimes de verdade. O problema é que o casal de irmãos terá que enfrentar uma série de verdades desagradáveis sobre sua família. E a cidade, como um todo, não está interessada em ajudar a dissipar o mistério. Talvez Catherine nem tenha se matado.
Em A cidade dos cisnes, Frances Mayes se revela uma grande criadora de personagens – todos eles são interessantíssimos, dos protagonistas aos mais banais. Em meio a uma empolgante trama de mistério, ela também consegue fazer um curioso retrato de uma região tão específica dos EUA, além de refletir sobre as mentiras que são contadas e as verdades que são omitidas todos os dias, em toda parte.