A MORTE NO FIM DO MUNDO: A HISTORIA DO...JUNIOR
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OBJETO
DE DESEJO
Em 1899 não se falava em outra coisa: o fim do mundo estava anunciado para o dia 13 de novembro. Meses antes, por coincidência ou premonição, José Ferraz de Almeida Júnior havia criado duas obras comoventes, Saudade e Partida da monção, nelas deixando retratadas imagens de sensíveis diálogos em torno das despedidas de pessoas amadas. O pintor brasileiro de maior prestígio no século XIX tinha 49 anos ao morrer. Como se sabe, não foi o fim do mundo a causa de sua morte, mas sim o marido de sua amante que, alucinado, apunhalou-o de surpresa no Largo da Matriz de Piracicaba, diante da família, de crianças e transeuntes. A Morte no fim do mundo traz um panorama da obra do artista e narra com riqueza os bastidores desse triângulo amoroso.
Além do fim trágico, o livro traz detalhes da carreira do pintor. Seus estudos na Academia Imperial de Belas Artes, em 1869. Sua atuação como retratista e professor de desenho no interior de São Paulo. O encantamento do imperador dom Pedro II com seu trabalho, que lhe valeu uma bolsa de estudos na École National Supérieure des Beaux-Arts, em Paris, entre 1876 e 1882. Sua participação em quatro edições do Salon Officiel des Artistes Français e seu retorno ao Brasil, em 1882.
Com grande habilidade, Domício Pacheco e Silva reconstrói a trajetória do grande artista brasileiro e navega entre fontes confiáveis, falhas, contraditórias e inverossímeis, aceitando que muitas vezes a lacuna e o mistério iluminam mais a vida de um artista que as certezas.
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