|
Eis aí a advertência. É bom que o homem se toque
Alcir Santos de Oliveira
Pequeno no tamanho é verdade, mas esse conjunto de cinco textos escritos pelo pensador indígena, Ailton Krenak é mais uma dura advertência a humanidade que, insensível, segue sua desabalada corrida em direção ao nada, exterminando as espécies, sejam elas de que natureza for. É um livro oportuno, uma espécie de grito de advertência. Um pedido desesperado para que os humanos respeitem a casa onde moram, entendam que a terra é um ser vivo, mãe dadivosa e acolhedora que, cansada de maus tratos, pode revidar e, com os meios de que dispõe, simplesmente fazer desaparecer da sua face, a espécie humana, assim como os homens já exterminaram tantas outras espécies.
Sem dúvida a advertência do Krenak chega numa hora oportuna. O vírus que está ameaçando a humanidade não é o COVID 19, é o próprio homem. O livro chega numa hora oportuna porque a toda poderosa humanidade está, cheia de medo, prostrada ante um simples vírus, invisível a olho nu. Prova mais do que evidente de que a terra sabe como se defender. Alguns cientistas, preocupados com o ritmo desenfreado em que caminha a sociedade humana, estimam que, em quarenta anos já não restará um só homem na face da terra. Terrorismo científico? Não creio. Talvez quarenta anos seja um prazo curto. Talvez. O fato é que Ailton Krenak está aí, advertindo e pedindo atenção. Se não ouvirmos chegaremos, sem dúvida, àquele dia que, anunciou um cacique americano: “o homem vai descobrir que não se come dinheiro”....
|