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OBJETO
DE DESEJO
Você sabia que “Amor” é o nome oficial dado aos asteroides que orbitam entre a Terra e Marte? Te juro, é verdade, também não sabia. Descobri nas páginas que seguem. Mera coincidência? Em AsteroideAmor, as coincidências nunca são meras coincidências. E uma certeza pode servir de pista: o amor guia cada passo, pulsando na transpiração das linhas, como uma força irrefreável e onipotente. Guilherme Vasconcelos, o autor desse livro, é meio assim, tipo um meteoro do amor. Cabem elogios imensos à escrita rebuscada e humorada, falsamente despretensiosa, de ritmo ligeiro, uma forma estranhamente trivial, genuína e profunda de literatura cometida. Faz lembrar seu autor de um jeito estranhamente oblíquo e, ao mesmo tempo, muito direto.Trata-se aqui de retalhos e brevidades, descrições milimétricas e intensas, com um brilho de fundo melancólico, da vida de adolescentes suburbanos e suas desventuras por São Paulo e o ABC em 1975. Coincidência, mas não mera coincidência, neste fatídico ano, o autor tinha os mesmos 14 anos que o protagonista fictício. Dino Barbosa é um adolescente que domina a sutil arte de passar despercebido. Acompanhamos o que se segue ao desastre do seu melhor amigo, o argentino Aquiles Isidoro Lauar e sua bicicleta prateada, e como tudo se contorce com a chegada de um suposto parente torto de Dino, o eloquente, prolixo e misterioso Doutor Rosa.
[Rafael Presto]
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