ATLAS DE POLÍTICA EXPERIMENTAL
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OBJETO
DE DESEJO
Vivemos uma época em que a política parece ao mesmo tempo onipresente e impotente. Conflitos proliferam, mobilizações surgem e desaparecem: assim que as lutas começam a esboçar resistência, novas formas de exploração reconfiguram o terreno de disputa. Diante de um cenário em que o próprio chão já não dá firmeza, como pensar transformações reais?
O Atlas de Política Experimental parte dessa pergunta para propor algo raro no pensamento político contemporâneo: uma metodologia experimental para compreender e intervir nas formas emergentes da ação coletiva. Desenvolvido pelo Subconjunto de Prática Teórica, o livro combina filosofia, antropologia, teoria social e investigação militante para construir um mapa das condições atuais da política. Inspirado por autores como Kojin Karatani, Alain Badiou e Alexander Bogdanov, o Atlas organiza sua proposta em torno de três eixos fundamentais: composição, inteligibilidade e interação. Baseado neles, examina como sujeitos coletivos se formam, como os mundos sociais se tornam legíveis e como intervenções políticas podem ser experimentadas em diferentes escalas.
Mais do que um tratado abstrato, o livro articula conceitos rigorosos com análises concretas: das lutas de trabalhadores de plataformas digitais no Brasil às experiências organizativas em outros contextos internacionais. Cada capítulo funciona como uma ferramenta de navegação para compreender as dinâmicas contemporâneas de exploração, expropriação e segregação.
O resultado é um verdadeiro laboratório teórico-prático. Em vez de oferecer receitas políticas prontas, o Atlas convida o leitor a participar de um processo de investigação coletiva: mapear conflitos, experimentar formas de organização e ampliar o horizonte do possível à esquerda. Em um momento em que a imaginação política parece bloqueada entre o pragmatismo institucional e o desespero militante, este livro propõe algo diferente: reconstruir as condições para que novas ecologias políticas possam emergir. Se somos como cegos apalpando o corpo de uma besta, cada contribuição, por mais local que seja, compõe um avanço: nas conexões parciais entre os mais diferentes relatos dos cegos, uma imagem inegavelmente se mostra.
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