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BRASILEIRO E OTARIO?: O ALTO CUSTO DA...MALANDRAGEM



AUTOR: Rodrigo Constantino
EDITORA : Record| Saiba Mais…
produto indisponível
OBJETO
DE DESEJO

O novo livro do autor do best-seller Esquerda Caviar Com seu estilo instigante e provocador, Rodrigo Constantino enfrenta, desmonta e decompõe o mito do jeitinho brasileiro – do jogo de cintura nacional, da malandragem, da malemolência – como qualidade e marca distintiva de um povo. Neste Brasileiro é otário?, defende que aquilo de que nos ufanamos é sobretudo o que nos atrasa e inviabiliza. Como o já clássico Esquerda caviar, este livro faz, acima de tudo, crítica cultural – sem deixar de lado, claro, os aspectos políticos e econômicos que também definem nossa cultura. Com coragem e rigor, Constantino visita as origens institucionais do país, esmiúça o patrimonialismo que fundamentou a nação, estuda o gigantismo do estado, investiga as razões de os limites entre público e privado serem tão elásticos, e expõe a maneira como esse conjunto de misérias estabeleceu um complexo ambiente de inseguranças, doentio e caríssimo, nas relações produtivas. Ao comparar – apresentando números, dados e fatos, sem misericórdia – a vida do brasileiro médio com a do equivalente americano, oferece as últimas chaves de leitura e não nos deixa alternativa senão a de encarar e responder, nós mesmos, a questão proposta pelo título.

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DADOS DO PRODUTO



título : Brasileiro e otario?: o alto custo da nossa malandragem

isbn : 9788501073167
segmento específico : ENSAIO
idioma : Português
encadernação : Brochura
formato : 16 x 23 x 1,6
páginas : 280
ano de edição : 2016
ano copyright : 2016
edição :
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AUTOR : Rodrigo Constantino

AVALIAÇÕES


As teorias racistas estão vivas
Anônimo
Há na história das ciências sociais uma série de esboços de teorias que buscavam explicar as diferenças de desenvolvimento entre as nações modernas ocidentais e as pré-modernas e não-ocidentais. Em 1853, por exemplo, Arthur de Gobineau publicou o seu “Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas”, um livro que resumia o que hoje se chamaria de “racismo científico” (ou “racialismo”), uma crença que vigorou até o início do século XX nas ciências sociais, a saber, a tese de que o homem branco europeu tinha o padrão da melhor saúde, da maior beleza e da maior competência civilizacional em comparação às demais “raças”, como a “amarela” (asiáticos), a “vermelha” (povos indígenas) e a "negra" (africana). A tese, é claro, que já era contestada desde o seu começo no século XIX, foi jogada para sempre na lata de lixo da história no século XX, em particular depois daquilo que resultou no Holocausto. Portanto, o “racialismo” é hoje considerado pseudociência. No entanto, desde então, houve uma tentativa reiterada de ressuscitar esta pseudo teoria científica em uma nova roupagem: podemos chamá-la de “culturalismo”. A “cultura”, e não a “genética”, seria a “praga” passada de geração a geração que, ao fim e ao cabo, explicaria o subdesenvolvimento de nações como o Brasil (não mais "africanos" e "indígenas" versus "europeus" ou "arianos"; mas "cultura latino-americana" versus "cultura anglo-saxônica"). A solução, neste caso, não seria o “branqueamento” da nação, mas sim a “moralização” da nação. É disto que se trata o livro de Rodrigo Constantino, “Brasileiro é Otário? O Alto Custo da Nossa Malandragem”. Em linguagem epistemológica: O explanandum (ou seja, o fenômeno que precisa de ser explicado), a saber, o “jeitinho brasileiro”, toma o lugar do explanans (ou seja, aquilo que explica o fenômeno). A ilusão é que se “explicou” alguma coisa quando na verdade apenas se reificou o “status quo” (como já fazia o "racismo científico"). O livro do Rodrigo é um convite à pseudociência social brasileira (um mergulho no senso-comum). A explicação de Rodrigo para o subdesenvolvimento do Brasil tem, para as ciências sociais, o mesmo valor que a teoria do “horror ao vácuo” tem, para as ciências naturais, para explicar os fenômenos da pneumática. Rodrigo é um ideólogo (não um cientista social). Caso o leitor tenha um genuíno interesse em entender o que torna um país desenvolvido (e o que torna um país subdesenvolvido), procure pelos verdadeiros trabalhos em economia política desde o século XVIII até o século XX. A “malandragem” não explica o que torna o Brasil subdesenvolvido, mas explica a fonte de renda do autor deste livro panfletário e reacionário. As teorias racistas estão vivas, apesar de repaginadas na “cultura”.

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