COLEÇÃO GODARD VOL.2: LE GAI SAVOIR / EU VOS...CASADA
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OBJETO
DE DESEJO
Eu Vos Saúdo Maria:
Maria é uma jovem que pratica basquete, e que ajuda o pai num posto de gasolina. Um dia descobre que está grávida apesar de ser e estar virgem. A pessoal e moderna adaptação da história bíblica escandalizou os católicos de todo o mundo, foi acusada de blasfêmia e sofreu numerosos boicotes, que só conseguiram dar-la uma extraordinária publicidade. O noivo José, taxista, informado pelo ginecologista da virgindade e da gravidez de Maria, decide casar-se com ela. O menino nasce felizmente, porém, logo abandona os pais. A obra é uma fábula dramática ambientada em 1984, que tenta explicar a concepção de Maria, seu desprendimento emocional provocado pelo nascimento do menino e as razões de sua aceitação. A trilha sonora contém fragmentos de Bach e Dvorak (o prólogo de Chopin e Mahler). A nudez de Maria se apresenta com respeito e naturalidade, mas plena sensualidade. A interpretação dos protagonistas é fantástica e convincente. A ação se passa em ritmo pausado, com uma beleza subliminar que é a força poética da obra.
Uma Mulher Casada:
Une Femme Mariée é um ensaio psicológico e deslumbrante. Uma crítica a posição da mulher na sociedade moderna. Considerado ficto-documental e com fotografia de tirar o fôlego – vemos e ouvimos em uma não-lógica sequência de grandes planos, fragmentos da vida e do corpo da mulher artisticamente sobreposto ao branco, um reflexo do caráter e personalidade que se esbanja com facilidade das expressões femininas. Charlotte (Méril – belíssima) está grávida de 3 meses, é casada com um piloto de aviões e tem um amante, que é ator. Quando ela encontra o amante, questiona-se sobre as diferenças entre amor e sexo, vê-se no meio de uma conjuntura que, fazendo das mulheres o alvo primordial do consumismo, as obriga a se adaptar a uma série de padrões um tanto esdrúxulos. Obra-prima pura.
Le Gai Savoir:
Este filme representa um marco na brilhante carreira de Godard, é a tentativa de zerar, é ruptura com os filmes da “Nouvelle Vague”, que ele ajudou a criar, porém, contém a continuidade dos filmes ele começou a realizar em 1966. Um ano antes, já tinha quebrado a narrativa “bourgeois”, buscando seus limites com: Pierrot Le fou (1965). Os três filmes de Godard em 1966 foram - Masculin Féminin, Made in U.S.A. e 2 ou 3 choses que je sais d'elle - exibindo uma evolução para o ativismo político radical, especialmente no filme posterior, que era uma aplicação brilhante de Marxismo a analise da França gaullista. 1967, em Week-End, ele declarou o “fin de cinéma”, abandonando a narrativa formal. Le savoir de Gai representa a metamorfose de Godard em um diretor militante - ou, Godard viajou de uma posição de puro classicismo (usando gêneros estabelecidos e um idioma aceito para se dirigir a uma audiência estabelecida) para um de puro modernismo (desconstruindo gêneros estabelecidos e gramáticas para se dirigir a um público ideal). Fundamental para os admiradores de Godard.
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