CREPUSCULO DOS IDOLOS OU COMO SE FILOSOFA...MARTELO
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OBJETO
DE DESEJO
Nono volume da coleção de obras de Nietzsche, Crepúsculo dos ídolos é ao mesmo tempo introdução e síntese do pensamento filosófico do autor. Tradução, notas e posfácio de Paulo César de Souza
Crepúsculo dos ídolos foi a penúltima obra de Nietzsche, escrita e impressa em 1888, pouco antes de o filósofo perder a razão. O próprio Nietzsche a caracterizou — numa das cartas acrescentadas em apêndice a esta edição — como um aperitivo, destinado a “abrir o apetite” dos leitores para a sua filosofia. Trata-se de uma síntese e introdução a toda a sua obra, e ao mesmo tempo uma “declaração de guerra”. É com espírito guerreiro que ele se lança contra os “ídolos”, as ilusões antigas e novas do Ocidente: a moral cristã, os grandes equívocos da filosofia, as idéias e tendências modernas e seus representantes.
De tão variados e abrangentes, esses ataques compõem um mosaico dos temas e atitudes do autor: o perspectivismo, o “aristocratismo”, o realismo ante a sexualidade, o materialismo, a abordagem psicológica de artistas e pensadores, o antigermanismo, a misoginia. O título é uma paródia do título de uma ópera de Wagner, Crepúsculo dos deuses. No subtítulo, a palavra “martelo” deve ser entendida como marreta, para destroçar os ídolos, e também como diapasão, para, ao tocar as estátuas dos ídolos, comprovar que são ocos.
FRIEDRICH NIETZSCHE nasceu no vilarejo de Roecken, próximo de Leipzig, na Alemanha, em 15 de outubro de 1844. Perdeu a razão no início de 1889 e morreu em 25 de agosto de 1900.
PAULO CÉSAR DE SOUZA é mestre em história social pela UFBA e doutor em literatura alemã pela Universidade de São Paulo.
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