DE DEBRET A MARC FERREZ: HIGIENE NA...OITOCENTISTA
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OBJETO
DE DESEJO
No Brasil, a formação do núcleo da elite familiar urbana do início do século XIX absorveu características sui generis: com base no absolutismo patriarcal, a “família de elite” prescindia do sentimento de intimidade no lar doméstico e negligenciava as relações sociais no espaço público. Diferenciava se duplamente do núcleo familiar europeu ocidental do mesmo período. Enquanto a última presenciava, no início do século XIX, as reverberações dos adventos da domesticidade e da intimidade nas relações privadas, em concomitante equilíbrio com a necessidade de estabelecer vínculos comunitários, tais sentimentos, à época, ainda não eram prestigiados no território nacional.
Do período joanino – pintado nas aquarelas de Jean-Baptiste Debret - até o advento da belle époque carioca - retratado nas fotografias de Marc Ferrez – visualizaram-se transformações urbanas que repercutiram nos lugares e formas de convivência da família brasileira. Proporcionadas pela introdução da ideia iluminista de cidade, tais mutações ocorreram tanto na privacidade do lar doméstico, em que a habitação colonial foi reconfigurada em prol do bem-receber, como nas relações de sociabilidade no ambiente comunitário, por meio de políticas urbanas voltadas para a readequação do espaço público.
Tomando como base a obra desses dois artistas e se utilizando também do relato de personagens que vivenciaram o cotidiano das ruas cariocas nesses dois períodos – no caso o inglês John Luccok e o cronista João do Rio, respectivamente – Benedicto Gonçalves Patrão analisa a intervenção do discurso higiênico perpetrado pelo poder público e de que forma a medicina sanitarista influenciou nos hábitos urbanos da família brasileira.
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