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OBJETO
DE DESEJO
A própria narrativa de Diário negro de Tóquio se configura como uma encruzilhada: um cruzamento de formas que transitam entre gêneros para marcar o lugar de enunciação do sujeito negro. Imagens, relatos, formas poéticas e diário da viagem se mesclam em uma escrita aberta às diversas possibilidades de enunciação de uma subjetividade negra, também em trânsito. (....) Na obra de Marques Samyn, falar o mundo, a partir das encruzilhadas, é projetar aberturas possíveis a novas formas de enunciação, a novas formas de criação/experimentação/invenção nas ficções negras brasileiras contemporâneas. Em seu tensionamento em direção ao campo expandido, a escrita híbrida do autor se perfaz como espaço que impulsiona a emergência de novas fabulações negras.
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