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OBJETO
DE DESEJO
Embora Auguste Dupin não seja propriamente um detetive, e sim um jovem cavalheiro parisiense, as três histórias aqui reunidas — “Os assassinatos na rua Morgue” (1841), “O mistério de Marie Rogêt” (1842-43) e “A carta furtada” (1844) —, as únicas protagonizadas por ele, são os marcos inaugurais da chamada “literatura policial”. A influência do personagem de Edgar Allan Poe sobre este gênero literário é admitida por todos os mestres que o sucederam, entre eles Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, e Maurice Leblanc, autor do “ladrão de casaca” Arsène Lupin. Unindo observação aguda e análise imaginativa, Auguste Dupin intriga e surpreende até hoje, fazendo da investigação criminal uma arte sutil e filosófica.
“Onde estava a literatura policial antes de Poe dar a ela o sopro da vida?” (Arthur Conan Doyle)
“Poe inventou a história policial. Dupin é o primeiro detetive e todos os outros derivam dele.” (Jorge Luis Borges)
“A história de detetive, tal como criada por Poe, é algo tão especializado e tão intelectualizado quanto um enigma de xadrez.” (T. S. Eliot)
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