ELA E CARIOCA: UMA ENCICLOPEDIA DE IPANEMA
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DE DESEJO
O dono e os freqüentadores de um bar em Ipanema fincaram na calçada a seguinte ''placa de trânsito'': CUIDADO - TRAVESSIA DE BÊBADOS. E Tom Jobim dizia que o Brasil não seria feliz enquanto todos não pudessem morar em Ipanema. Ruy Castro - dono do que se conhece como ''humor tipicamente carioca'' - montou esta enciclopédia com 231 perfis de pessoas, lugares e instituições que explicam como e por que Ipanema fez escola e entrou para a história. Cada perfil é uma leitura completa e representa um pouco do mito que Ipanema se tornou.Ruy Castro mostra que o mito tem razão de ser. Nessa estreita faixa de terra do litoral carioca ''produziu-se a maior quantidade de cronistas, poetas, romancistas, designers, arquitetos, cartunistas, artistas plásticos, compositores, cantores, jornalistas, fotógrafos, cineastas, dramaturgos, roteiristas, cenógrafos, figurinistas, atores, diretores de TV, modelos, estilistas de moda e esportistas de que se tem notícia no Brasil''.Pelo de menos de 1910 a 1970, essa ''província de cosmopolitas'' influiu decisivamente na cultura brasileira, mas foi nos anos 50 e 60 que brotou a ''República de Ipanema''. Muitos de seus habitantes ou freqüentadores tornaram-se estrelas reconhecidas em todo o Brasil. A fama do bairro, entretanto, não veio apenas deles. Veio de um fascinante clima cultural alimentado por homens e mulheres, jovens e velhos, pescadores e boêmios quase anônimos. Dessa mistura nasceu o mito que Ruy Castro descreve em Ela é carioca.
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