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OBJETO
DE DESEJO
“Não se aprende a sofrer menos, mas a evadir-se da dor.” Escrevo estas páginas com o propósito de evadir-me da dor. Espero que os fatos que registro aqui sublimem meus atos. Acabou se tornando um hábito, uma prolongação de mim mesma. Aqui estou forte como nunca fui, inteira, coerente, febril. Meu diário é meu único confidente". (Madu Dumont)
Este é o trecho que inicia a obra EM CARNE VIVA. Um romance erótico muito bem trabalhado, limpo, com fluidez e magnetismo. Apesar de erótico, o texto conduz o leitor (a) a um drama humano. O texto tem uma riqueza de detalhes que torna quase impossível ser apenas um enredo meramente hipotético. Qual é o limite? Quando o poder do fetiche subordina o amor próprio do companheiro (a)? Tenho a impressão que a primeira frase é o cartão de visita apresentado ao leitor (a). É possível evadir-se da dor?
Martha é uma mulher independente que sonha com um amor devastador. Em um momento da sua vida, em que não acreditava mais que seu sonho se realizaria, conhece um homem extraordinário, lindo, charmoso, interessante, e passa a viver com ele uma tórrida relação de amor. Mas as dúvidas e dores crescem no mesmo rítmo do prazer e do erotismo. Com um final surpreendente, Martha não sabe até onde conseguirá chegar.
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