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OBJETO
DE DESEJO
Por que tantas igrejas construídas nas últimas décadas parecem armazéns, salões municipais, auditórios bancários, ou qualquer outra coisa, menos casas de Deus? Em Feio como o pecado, Michael S. Rose mostra como a arquitetura de uma igreja afeta o modo como o fiel louva o Senhor, e de que forma o modernismo secularizou a estética dos templos e abalou a espiritualidade das recentes gerações.
Recorrendo à tradição e ao bom senso, Rose identifica as três leis naturais que toda igreja deveria observar — verticalidade, permanência e iconografia — e mostra como sua violação sistemática produziu templos incapazes de elevar a alma. O autor não se limita ao diagnóstico estético: revela como certas correntes teológicas e litúrgicas do pós-concílio prepararam o terreno para a feiura, transformando o espaço sagrado em mero centro de convivência, esvaziado de qualquer verticalidade espiritual. Uma leitura indispensável para arquitetos, sacerdotes, párocos e fiéis que não podem se contentar com igrejas feias como o pecado.
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